sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

[Resumo] Paços de Ferreira 0 - 2 Moreirense

Inácio explica opções: «Às vezes os treinadores falam, falam...»


Augusto Inácio, treinador do Moreirense, em declarações na sala de imprensa, após o triunfo sobre o Paços de Ferreira por 0-2:

«Vejo um Moreirense à medida das dificuldades de um clube pequeno como o nosso. Temos de nos adaptar às contingências do dia a dia. Em termos de entrega, garra, organização e determinação está mais perto do que pretendo, é verdade. Mas falta muita coisa. Quem tem esta atitude e não aproveita os espaços que o Paços deu depois do primeiro golo, tem de trabalhar mais. Sabíamos que após um golo iríamos ter espaços e só uma vez aproveitamos isso. Depois de marcar, teríamos de fazer diagonais de passes e não levar a bola porque isso facilitava a reorganização defensiva do Paços. Só fizemos isso uma vez. Não está dentro do que quero, mas há jogos que se ganham com esta determinação e querer. Nesse aspeto estou contente.»

«O Paços joga bem, tem jogadores que podem desequilibrar. Na minha opinião, o Ivo Rodrigues revolucionou o ataque do Paços na segunda parte. Fui mexendo as pedras dentro do que o jogo estava a pedir. Não porque quisesse, mas porque tive de me adaptar ao risco que o Paços estava a correr.»

[Sobe as opções por Nildo e Roberto no onze:] «Às vezes os treinadores, falam, falam e não dizem por que foi a ideia. Acho que é importante explicar e falar de futebol até para vocês [jornalistas] compararem com o que escrevem. Não tinha um médio criativo, porque o Chico Geraldes estava castigado não havia outro. Pensei que o Paços tinha um bom meio campo, tínhamos de tapar ali. O Nildo remata bem de longe e é dos jogadores que podiam entrar o que fica mais perto do ponta de lança. O Boateng é um jogador que precisa de espaços. O Geraldes mete nos espaços e ele aparece. O Nildo não faz isso, por isso é preciso um avançado que segure a bola. Quem segura melhor, o Boateng ou o Roberto? Por isso a aposta no Roberto. Felizmente foi assim que surgiu o primeiro golo. Um passe do Nildo e finalização do Roberto. Sabe bem quando bate certo. Por vezes não bate. Claro que fiquei contente.»

«Acho que um momento chave foi a grande penalidade. Se o Paços marca o penalti íamos sofrer muito mais. Acho que podia estar ai a chave da recuperação no marcador. Tivemos uma pontinha de felicidade, mas é justa porque trabalhamos muito.»

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/moreirense/pacos-ferreira/inacio-explica-opcoes-as-vezes-os-treinadores-falam-falam"

P. Ferreira-Moreirense, 0-2 (destaques)


A FIGURA: Roberto

Um golo e uma assistência. Parece que está tudo dito, não é? Mas não. A influência inegável no resultado final já lhe daria o estatuto de homem do encontro, mas a exibição foi mais do que dizem os números. Qualidade a receber e a entregar, pormenores técnicos vistosos, entrega e inteligência. Glória, por fim.

O MOMENTO: tiro certeiro à primeira

Minuto 15. O primeiro quarto de hora foi pobre de parte a parte e o Moreirense estaria até a estudar o que o rival tinha para usar como trunfo quando se apanhou na frente. Roberto não desperdiçou a primeira ocasião flagrante do jogo. Após passe de Nildo, isolou-se e picou, com classe, sobre Defendi. O golo foi o alicerce forte que o Moreirense precisava para construir a vitória.

OUTROS DESTAQUES

Daniel Podence

Não fez tudo bem, mas fez bem o que foi preciso. Como o golo que matou o jogo, por exemplo. A rapidez que coloca em jogo é uma arma importante e mesmo que o Paços o conseguisse manietar muitas vezes, quando se libertou causou perigo. Mais eficaz do que Dramé, por exemplo, o flanqueador do outro lado, que até esteve mais em jogo.

Cauê

Joga como médio de equipa grande. Imponente fisicamente, cabeça levantada, bem equilibrado e processos simples. É o que se pede ali. Uma âncora que os colegas encontram em momentos complicados. Não é o médio mais técnico do plantel, mas a sua utilidade é indiscutível.

Pedrinho

Não é o mesmo do início da época. Talvez o desgaste, talvez uma menor inspiração, mas a verdade é que lhe correu mal o jogo esta noite e a grande penalidade desperdiçada foi apenas a face mais visível. Um mérito ninguém lhe tira, contudo: nunca virou a cara à luta, veio muitas vezes atrás pegar no jogo e mesmo depois do penálti deu a cara pelo jogo da equipa. Melhores dias virão, então.

Ivo Rodrigues

Começou mal, ficando ligado ao golo de Podence pelo erro no início da jogada, mas foi o mais inconformado do Paços na segunda metade. Dois remates perigosos, um penálti sofrido e muita disponibilidade.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/pacos-ferreira/p-ferreira-moreirense-0-2-destaques"

P. Ferreira-Moreirense, 0-2 (crónica)


Surpresa? Só para quem não viu.

A frase feita serve para 1001 jogos de futebol, quando o resultado não é bem aquele que a maioria aposta. Este encaixa na sentença e, agora, cabe-nos explicar porquê. De facto, até hoje, o Moreirense nunca tinha ganho na Mata Real mas aproveitou da melhor maneira uma noite para esquecer do Paços de Ferreira com um futebol organizado e letal. Marcou cedo, controlou, desferiu o golpe final quando teve oportunidade para isso. Venceu, enfim, com justiça.

Augusto Inácio colocou em campo uma equipa compacta, com dois pilares chamados Cauê e Fernando Alexandre a dar apoio constante à defesa e ao ataque. Foi bem mais arguto do que Vasco Seabra, fechou o futebol do rival num espaço confinado que lhe favorecia e conseguiu ser feliz.

Beneficiou, contudo, de algumas facilidades pacenses. Não perdeu por falta de comparência, mas a falta de ideias do Paços foi evidente ao longo de todo o jogo. A ponto, inclusive, de enervar os adeptos que não pouparam os assobios enquanto a bola ia rodando no meio campo defensivo sem que ninguém visse uma brecha por onde furar.

Vasco Seabra apostou num duplo pivot formado por Mateus e Vasco Rocha e nenhum conseguiu assumiu o papel de primeiro construtor de jogo. Pedrinho, que não atravessa o melhor dos momentos, tinha de vir atrás pegar na bola e, ao fazê-lo, ficava demasiado longe da baliza e era presa fácil para a organizada equipa do Moreirense.

Faça-se, então, nova pausa para elogiar a disciplina que Augusto Inácio incutiu num onze que não precisou de ser brilhante para ser melhor.

É verdade que o golo de Roberto, o melhor em campo, a fechar o primeiro quarto de hora, numa finalização de classe sobre Defendi, deu conforto e, sobretudo, validade à estratégia de contenção e contra-golpe. Mas o Moreirense até poderia ter marcado noutros lances, sobretudo num cabeceamento do mesmo Roberto a rasar a trave e noutro par de iniciativas normalmente iniciadas em Podence. Do Paços do primeiro tempo fica apenas um remate forte de Pedrinho que Makaridze travou com dificuldades.

O mau primeiro tempo do Paços teve consequências naturais no descanso. Mateus deu o lugar a Andrézinho para tentar dar a tal qualidade que faltava a sair. Minhoca foi trocado por Ivo Rodrigues, numa nova aposta para o flanco.

Mas as mudanças pouco alteraram no jogo em si. Sobretudo porque, num erro ao tentar construir um ataque, o Paços permitiu uma transição rápida ao Moreirense que deu, então, o golpe fatal. Assistência de Roberto e finalização de Daniel Podence à saída de Defendi. Faltava mais de meia hora mas a não ser que houvesse uma volta de 180 graus, estava encontrado o vencedor.

E não houve. O Paços até beneficiou de uma grande penalidade que Pedrinho desperdiçou, permitindo a defesa a Makaridze, mas pouco mais. Muito pobre.

Ivo Rodrigues e Barnes Osei, que entrou já com 0-2, ainda levaram o perigo à área do rival, mas faltou sempre definir melhor. O problema deixou de ser chegar lá e passou a ser o que fazer depois de lá chegar.

Passou o tempo entre a indecisão e desorientação pacense. O Moreirense ficou cada vez mais confortável, agarrou os três pontos e não mais os largou. Foi frio na noite gélida. Letal entre o indefinido. Feliz numa casa triste onde não há vitórias há um mês.

Estão agora igualados na Liga os dois conjuntos. Nos pontos, sublinhe-se. A moral pacense é bem inferior à dos Cónegos por esta altura e o que se passou em campo explica-o.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/pacos-ferreira/p-ferreira-moreirense-0-2-cronica"

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Bilhetes Taça CTT (meia final)


O Moreirense FC coloca, a partir de amanhã (17 de Janeiro), na sede do clube, os bilhetes à venda para a meia final da Taça CTT.

O jogo, a ser disputado no estádio do Algarve, no dia 26 de Janeiro, pelas 20.45 horas, tem dois tipos de bilhetes: Para a bancada Nascente Superior – 5 euros e bancada Nascente Inferior – 10 euros.

Os bilhetes são para os associados do Moreirense FC e público em geral.

in "http://www.moreirensefc.pt/noticias.php?verNoticia=edf6bbbb90d6df4f9add5e2ff18a9a64"

domingo, 15 de janeiro de 2017

Inácio: «Faltou-nos capacidade e categoria para mais»


Augusto Inácio em declarações na flash interview da Sport Tv após a derrota do Moreirense com o FC Porto por 3-0.

«Primeiro dar os parabéns ao FC Porto, foi a melhor equipa em campo, sem discussão. Não vamos tirar o mérito a quem o tem. Nunca se ganhem jogos se não tivermos um bom meio-campo, estávamos debilitados e apresentámo-nos dentro das limitações. Tentámos contrariar o maior fulgor ofensivo, tivemos o primeiro remate, com uma boa defesa do Casillas. Depois o FC Porto tomou conta do jogo, criou oportunidades e estava-se à espera que marcasse, tal era a avalanche ofensiva. Aquilo que não gostei foi da minha equipa em posse de bola, houve momentos em que o FC Porto nos fez correr muito e depois nós tínhamos a bola e em poucos segundos perdíamos. Até em lançamentos de linha lateral. Isso foi desgastante e depois a expulsão que nos deixou com 10. O FC Porto faz um segundo golo num contra-ataque, num lance que podíamos ter matado o lance em falta e a partir daí o jogo terminou.»

«Na segunda parte tentámos honrar a camisola, não fazer muitas faltas, não ver muitos amarelos, porque é importante o jogo com o Paços e tentámos fazer sempre o melhor. Vitória justa do FC Porto, faltou-nos capacidade e categoria para mais.»

«[gestão na segunda parte] A nível tático não, jogámos sempre com três avançados. Queria tirar o Caué porque tem quatro amarelos, mas olhando para o banco, quando saiu o Alan Schons e pus o Nildo que é um extremo, não tinha mais ninguém. Não ia pôr um avançado ou defesa a meio-campo. Então aguentei até ao fim com a esperança de ele não ver amarelo. Foi nesse sentido de acalmia, disse-lhe mesmo que se houvesse um jogador do FC Porto isolado para o deixar ir. O resultado estava feito, o que interessava é que não levasse amarelo.»

«[luta pela permanência] Esperemos que não seja bem até final, vai ser luta titânica para ficar na primeira liga. As equipas estão a reforçar-se bem, nós temos um bom plantel, se não houver casos de lesões, temos a do Neto, mas temos o Fernando Alexandre que chegou bem. Penso que o Moreirense pode fazer muitos mais pontos que na 1ª volta.»

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/fc-porto/inacio-faltou-nos-capacidade-e-categoria-para-mais"