domingo, 19 de abril de 2015

P. Ferreira-Moreirense, 0-0 (crónica)


Por: Jorge Fonseca

Numa partida com vistas para os lugares de acesso às competições europeias e em que fosse quem fosse o vencedor, representaria um passo mais rumo a esse desiderato, depois do desaire do Belenenses em casa ante o Benfica, a falta de capacidade de ousar, sem aventureirismos, de ambas as formações, na primeira parte, quase fazia pensar estar-se perante duas equipas já conformadas.
 
Sem vencer em casa o Moreirense há mais de uma década, os “castores” estiveram intranquilos nos primeiros vinte minutos, período em que a pressão alta dos “cónegos” só não foi bem-sucedida depois no capítulo da finalização.
 
E se a velocidade e a assertividade nas transições apareceu nos locais após a meia hora, já no capítulo de incomodar Marafona foi mais do mesmo, com a equipa de Paulo Fonseca a só conseguir alvejar (mal) a baliza visitante de bola parada. Perto do intervalo, num raro contra-ataque, Cícero teve finalmente espaço para correr e enquadrar-se mas o remate foi como os anteriores, desastrado.
 
Num desempenho a que não foi estranha a ausência de Manuel José e de Rodrigo Galo, implicando quer na movimentação quer na imaginação e poder de remates dos locais, os “castores” começaram a segunda parte com dois sustos: primeiro num desvio de cabeça de Leandro Souza e depois quando Arsénio surgiu solto a rematar à entrada da área correspondendo António Filipe com uma defesa apertada.
 
Ao não conseguir sair da intranquilidade que a afectou na primeira parte, tudo saia mal aos locais, ao passo que o formação de Miguel Leal traduzia em campo e na circulação a segurança que sentia de si própria, sendo este o cenário em que a partida entrou nos momentos derradeiros, ficando evidente que só por acaso alguém chegaria ao golo.
 
E mais se acentuou quando, sem marcação, ao minuto 85, Alex atirou para as mãos de António Filipe, a bola de golo que Gerso lhe fizera chegar da esquerda, respondendo Edson Farias (88’) com um disparo de longe que Marafona encaixou na perfeição.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/pacos-ferreira/liga/p-ferreira-moreirense-0-0-cronica"

P. Ferreira-Moreirense, 0-0 (destaques)


O momento: minuto 86

Tal como sucedera na visita a Barcelos, a entrada de Gerso mexeu com a iniciativa atacante do Moreirense, trazendo outra frescura e movimentação nas transições ofensivas, liberando Arsénio para o lado direito. Perto do fim, o técnico Miguel Leal quase viu premiada a dupla aposta a partir do banco, em Gerso e em Alex. Contudo, se o primeiro fez tudo bem na ala e acabou a serviu na perfeição, já a conclusão do segundo, sem marcação e com a baliza à mercê, condenou o jogo a terminar empatado. António Filipe agradeceu.
 
A figura: Arsénio

Numa equipa que chegou a Paço de Ferreira sem a capacidade criativa que João Pedro dá a equipa, a missão de levar a bola para a frente de forma sensata e acutilante coube, quase em exclusivo, ao extremo, ainda que das suas iniciativas, na primeira parte, pouco ou nada de relevante tenha acontecido. Perto da hora de jogo, encheu-se de méritos, saiu da ala para o centro e arriscou o remate rasteiro, correspondendo António Filipe com a primeira de duas grandes defesas. Foi o mais esclarecido dos inconformados.

Outros destaques:
António Filipe
 
Numa equipa sem alma nem capacidade para organizar-se, mais tarde ou mais cedo, face ao crescimento do Moreirense, a baliza seria colocada em perigo. Ainda assim, na primeira parte, controlou de longe e, após o intervalo, quando chamado a intervir, fê-lo com grande categoria, a remates de Arsénio e de Alex.
 
Danielson
 
Com o Moreirense seguro a defender, a aposta nas bolas paradas foi uma constante e o experiente central dos visitantes nunca deixou de, estrategicamente, colocar-se no segundo poste para o que desse e viesse. A sua experiência colocou problemas mas nem isso o fez chegar ao golo quando teve oportunidade para isso. Mas essa era apenas a sua segunda missão de hoje e nem sequer a principal.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/pacos-ferreira/arsenio/p-ferreira-moreirense-0-0-destaques"

Miguel Leal: «Fomos os únicos a ter uma oportunidade»


Declarações do treinador do Moreirense, Miguel Leal na conferência de imprensa após o jogo com o Paços de Ferreira: 
  
«Vi duas equipas a quererem ganhar mas sem criar muitas oportunidades.» 
  
«Começámos melhor, o Paços de Ferreira esteve depois um pouco por cima. No cômputo geral, merecíamos ganhar pois fomos os únicos a ter uma oportunidade flagrante de golo.» 
  
«O momento das duas equipas ajuda a explicar o que aconteceu. Esta equipa tem muitos jogadores que eram da II Liga e têm-se evidenciando a níveis que ninguém esperava.Foram e continuam a ser grandes campeões. Desde o mercado de Inverno que esta equipa ficou mais limitada. Não é isso que me preocupa. Continuamos com as nossas ideias e contra o Sporting vai ser igual. Quem entrar vai cumprir. Tenho a certeza disso.» 

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/pacos-ferreira/moreirense/miguel-leal-fomos-os-unicos-a-ter-uma-oportunidade"

Paços de Ferreira 0 - 0 Moreirense

Mais um ponto na nossa luta! Com uma vitória poderíamos ter dado um salto na classificação, apesar disso é um bom resultado, que nos permite continuar tranquilos a fazer o nosso caminho!
Para a semana o Moreirense joga em casa contra o Sporting!



#Fim do Jogo#

#Início da Segunda Parte#

#Intervalo#

#Início do Jogo#


sábado, 18 de abril de 2015

terça-feira, 14 de abril de 2015

Leandro Souza nunca vai esquecer

Uma estreia de um jovem que chegou para o Ribeirão e que já entrou na história dos cónegos.
Leandro Souza jamais esquecerá o dérbi de Guimarães. O ponta de lança concretizou o sonho de ser titular em jogos da Liga e viu o nome inscrito na história do clube por ter contribuído para a primeira vitória dos cónegos sobre os vitorianos em jogos de campeonato. Da boa exibição produzida destaca-se o lance que originou a expulsão de Josué e a assistência para o golo de João Pedro, que garantiu o sucesso da noite. "Sinto que correspondi às expectativas. Esta era uma oportunidade que aguardava e, durante a semana, trabalhei muito para ter a confiança do treinador. Não me senti nada nervoso, estive sempre confortável porque este é um grupo maravilhoso, que me deu todo o apoio. Só foi pena não ter marcado um golo", lamentou o avançado, embora feliz por finalmente ter materializado a ilusão com que há oito anos deixou o Lagartense, no Brasil, para jogar no Ribeirão (CNS).

Uma rotura se ligamentos atrasou então a sua ascensão. Águas passadas não movem moinhos e agora importa saber o futuro, saber se vai manter o espaço na equipa. "Tive a sorte de beneficiar da lesão do Cardozo e do castigo do Alex para jogar e enquanto estive em campo dei o máximo. Sinto que tenho condições para jogar nesta equipa e vou continuar a treinar nos limites para voltar a ter a confiança do treinador", destacou, enaltecendo as qualidades da concorrência. "São bons jogadores, grandes profissionais e excelentes amigos fora do campo", assinalou.