sábado, 22 de Novembro de 2014

Miguel Leal: «Perdemos e perdemos bem»


Miguel Leal, treinador do Moreirense, em declarações à Sport TV após a derrota por 4-1 com o Benfica, em jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal:
 
«Especialmente nos primeiros 25 minutos fomos algo diferente do que é habitual, mas temos de dar os parabéns ao adversário, que foi muito capaz e aproveitou as nossas fragilidades. Quando entrámos no jogo fizemos um golo, e houve ainda um lance que poderia ter resultado no 2-3».
 
«Acabámos por perder e perder bem, o Benfica foi superior e temos de continuar em frente. Sabíamos que iríamos encontrar uma equipa com grandes jogadores e que era favorita, e isso verificou-se em campo»,

«Temos de preparar o próximo jogo, que não será fácil. Teremos de estar no nosso melhor. Acredito nos jogadores, já deram mostras de grande valor».

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/taca-portugal-moreirense-benfica/54710ba30cf24449e447e0de.html"

Benfica-Moreirense, 4-1 (crónica)



Noite perfeita para o Benfica a abrir caminho para os oitavos de final em ritmo de passeio com uma goleada ao Moreirense (4-1), num jogo que também serviu para preparar a difícil visita a São Petersburgo marcada para a próxima quarta-feira. Uma noite mágica de Salvio que, conjugado com a eficácia de Jonas, demoliu a defesa da equipa de Moreira de Cónegos em três tempos antes de deixar o relvado ao som de uma estrondosa ovação.

Confira a FICHA DO JOGO

O Benfica entrou praticamente a vencer com dois golos nos primeiros dois remates que fez logo a abrir o jogo. Jorge Jesus deixou Talisca no banco, mas apresentou um onze inclinado para a frente, com Salvio e Gaitán bem abertos nas alas, Deley e Jonas ao centro e Enzo e Cristante, mais recuados, a preencher bem a zona central.

Ainda havia adeptos à procura de lugar nas bancadas quando Salvio, lançado por Luisão, abriu caminho para o primeiro golo da noite, aos três minutos, com um passe atrasado para Jonas atirar, de primeira, ao ângulo. Ao segundo ataque do Benfica, agora pela esquerda, segundo golo. Desta vez foi Gaitán a imprimir velocidade, antes de combinar com Derley, que devolveu de calcanhar para o argentino servir Jonas que, aos sete minutos, já tinha dois na sua conta. Tudo muito fácil, com a velocidade e eficácia a dinamitarem a defesa de Miguel Leal.

Cada vez que o Benfica subia, a defesa do Moreirense tremia por todos os lados, com Salvio a provocar constantes estragos no lado direito. Com mais uma arrancada do argentino, Derley ficou a centímetros do terceiro que estava reservado para Salvio depois de mais uma jogada brilhante do número 18. Mais um combinação com Derley para depois entrar na área, descer até à linha de fundo e assistir Jonas que, desta vez, se fez rogado, e devolveu o gesto ao argentino que assinou o terceiro. Em pouco mais de vinte minutos o Benfica parecia ter o jogo resolvido. Perfeito, tendo em conta que estamos em semana de Champions.

Mas ainda havia jogo, pelo menos até ao intervalo, com o Moreirense a reentrar na partida num lance de bola parada. Livre de João Pedro para Ramón Cardozo escapar entre os centrais e desviar de cabeça. Nunca um golo de Cardozo foi recebido com tanta frieza na Luz. A verdade é que, ainda com quinze minutos para se jogar na primeira parte, o jogo podia voltar a ficar em aberto se a equipa de Miguel Leal reduzisse para a diferença mínima. O Benfica relaxou, levantou o pé, cedeu espaço e cedeu a bola, permitindo que o Moreirense subisse finalmente no terreno, para depois responder em rápidos contra-ataques.

O jogo podia ter ficado definitivamente resolvido até ao intervalo, tais eram as facilidades que o Moreirense concedia na zona central, com Salvio endiabrado, a explorar todos os espaços livres.

O Moreirense abriu as suas linhas para a segunda parte, num último esforço para entrar no jogo e Arsénio esteve perto de marcar, logo a abrir, obrigando Júlio César a defesa apertada. Mas, logo a seguir, Salvio [que noite!] resolveu o jogo com mais uma espetacular arrancada, para combinar com Derley [novo passe de calcanhar] antes de marcar o segundo da noite.

O jogo acabava definitivamente aqui. Jorge Jesus já tinha começado a gestão ao intervalo, abdicando de Gaitán para lançar o regressado Ola John. Depois saíam também Salvio e Enzo Pérez para as entradas de Talisca e Samaris.

O Moreirense nunca baixou os braços, lutou até ao fim, mas tinha agora pela frente um Benfica confiante que geria sem correr, que ocupava bem os espaços e que esteve sempre mais perto do quinto golo. A paragem na Liga, como disse Jorge Jesus, fez definitivamente bem bem ao Benfica.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/taca-de-portugal-benfica-moreirense-salvio-topnews/5471037b0cf22d3cc0d3c615.html"

João Pedro (Moreirense): «Temos de refletir sobre o que fizemos aqui»


João Pedro, jogador do Moreirense, em declarações à Sport TV após a derrota por 4-1 com o Benfica, em jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal:

«Houve demérito da nossa parte. Entrámos muito mal no encontro e o Benfica conseguiu fazer dois golos muito cedo, o que dificultou a nossa tarefa. Tentámos reagir e ainda fizemos um golo antes do intervalo. Há um lance a acabar a primeira parte em que há uma grande penalidade sobre mim. Poderíamos ter feito o 2-3, e o jogo poderia ter sido diferente. Na segunda parte entrámos bem e tivemos uma ocasião para marcar. Mas jogar no Estádio da Luz é sempre difícil, e o Benfica é muito forte».

 «Hoje, não fomos a equipa que temos demonstrado. Não estivemos bem. Temos de refletir sobre o que fizemos aqui».

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/taca-portugal-moreirense-benfica-joao-pedro/547106e80cf24449e447ddc6.html"

Benfica-Moreirense, 4-1 (destaques)



Momento: Salvio acaba com dúvidas 
O Benfica tinha entrado no jogo de forma demolidora, mas o golo do Moreirense tinha deixado dúvidas. A equipa de Jorge Jesus estava determinada a ter um jogo tranquilo antes do regresso à Champions e Salvio fez questão de detonar as últimas esperanças da equipa de Moreira de Cónegos que procurava reentrar no jogo com um segundo golo. Tal como tinha feito muitas vezes na primeira parte, o endiabrado argentino arrancou da direita para a zona central, combinou com Derley a meio do caminho e assinou o segunda noite, o quarto do Benfica. O jogo acabou definitivamente neste lance. 

Figura: um Salvio de palmas 
Noite mágica de Salvio que está em três dos quatro golos do Benfica. Abriu caminho para o primeiro, logo aos três minutos, com uma espetacular arrancada pela direita, para depois servir Jonas com um passe atrasado. Depois marcou o terceiro, num lance muito parecido com o primeiro, mas com o avançado brasileiro a devolver a mordomia. Já na segunda parte, matou o jogo, depois de mais uma investida e uma sensacional combinação com Derley. Pelo meio ficaram outros lances de encher o olho que lhe permitiram deixar o relvado, aos 59 minutos, sob uma estrondosa salva de palmas. 

Outros destaques: 

Jonas 
É o senhor eficácia. Na primeira vez que tocou na bola, meteu-a ao ângulo para o primeiro golo da noite. Depois serviu Salvio para o segundo e marcou o terceiro num dos lances mais bonitos da noite. Destaque para o pormenor de luxo, a tirar um adversa´rio da frente, antes do remate. Como não pode jogar na Liga dos Campeões, continuou a brilhar até ao fim, sempre com um jogo simples, mas extremamente eficaz. 

Derley 
Não marcou, mas não deixou de estar sempre em primeiro plano, a servir de intermediário nos lances dos golos, com um inusitado recurso ao calcanhar para desbravar caminho. Muito bem no primeiro golo, ainda melhor no quarto, com uma assistência perfeita para Salvio matar o jogo. 

Gaitán 
bastaram 45 minutos e um lance de génio para deixar a sua marca no jogo. Foi no lance do segundo golo em que combinou com Jonas, depois com Derley, sempre em progressão, antes de voltar a servir o brasileiro. Saiu ao intervalo, para descansar para São Petersburgo, o que fez sentido, uma vez que já tinha jogado na terça-feira pela seleção, frente a Portugal. 

João Pedro 
O mais irreverente dos jogadores do Moreirense, o único que conseguia ganhar terreno com a bola nos pés, surgindo em todas as frentes, quer na zona central, quer nas alas. Foi ele que marcou o livre que permitiu ao Moreirense reduzir e ainda acreditar que era possível. Acabou por sair esgotado já perto do final. 

Benfica 4 - 1 Moreirense

A Bola (22-11-2014)


Record de 22/11/2014