domingo, 21 de maio de 2017

Melhor época de sempre


E termina hoje a melhor época de sempre do Moreirense, e como sempre, com muito sofrimento e muita alegria!
O Moreirense conseguiu este ano juntar-se ao restrito grupo de clubes que conquistaram um titulo de nível nacional. Entrou para o grupo de clubes em que estão lá presentes clubes como Porto, Benfica, Sporting, Vitória, Braga, etc etc. Para além da conquista da Taça da Liga o Moreirense conseguiu manter-se mais um ano na primeira divisão do futebol profissional em Portugal.
Um clube que representa o expoente da pequenez, agiganta-se e coloca-se junto aos grandes por mais uma ano, pelo menos!
Um clube que apesar de tudo é cumpridor, leal e honesto.
Por tudo isto e muito mais, resta-nos agradecer aos treinadores e equipas técnicas que por aqui passaram, desde o Pepa, Inâcio e Petit. Todos eles foram importantes para o nosso percurso. Resta também agradecer a todos os jogadores que honraram o nome do nosso Moreirense, sem esquecer aqueles que nos deixaram em janeiro. E por fim agradecer a toda a direção, com o destaque para o nosso incansável presidente, que com pouco faz muito. Agora é aproveitar as férias e daqui a umas semanas, começa tudo de novo e cá estaremos como sempre


NÓS ACREDITAMOS! FORÇA MOREIRENSE!

[Resumo] Moreirense 3 - 1 Porto

«Acreditamos que era possível o que parecia impossível»


Pedro Rebocho, lateral do Moreirense, comentou desta forma a vitória frente ao FC Porto e a permanência da equipa minhota na Liga, meses depois de conquistar a Taça da Liga:

«Foi uma vitória muito especial e foi o culminar de uma época muito boa. Conseguimos o objetivo principal, que era a manutenção, e vencemos a Taça da Liga. Montámos a estratégia necessária para fechar os caminhos ao FC Porto e fizemos os três golos. O nosso objetivo principal era a vitória, porque ganhando não dependíamos de outros resultados.

Isto representa tudo, mesmo para a comunidade, que é pequena. Os jogadores que vieram para o ano terão uma boa imagem do Moreirense. O segredo? Foi o trabalho e o jogadores acreditarem que é possível atingirmos o que parece impossível.

Eu? Esta época correu-me bem mas posso fazer sempre melhor, é assim que quero continuar. Tenho contrato por mais dois anos, agora é descansar, ir de férias.»

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/pedro-rebocho/moreirense/acreditamos-que-era-possivel-o-que-parecia-impossivel"

Moreirense-FC Porto, 3-1 (destaques)


A figura: Boateng

Fantástico. O jovem avançado do Moreirense é dos talentos mais entusiasmantes da Liga portuguesa. Termina a época com 10 golos, números interessantes para uma seta com 1,75 metros, assumindo responsabilidades na frente de ataque. Velocidade, agressividade, um tempo de salto assinalável. Ainda assim, deslumbra mais quando tem outro homem à sua frente, como aconteceu com Ramírez, frente ao FC Porto. Belo golo de cabeça a cruzamento de Pedro Rebocho, assistência para o 2-0 de Fréderic Maciel e assistência para o 3-1 de Alex. Que pedir mais? Aos 20 anos, não é uma esperança. É uma certeza.

O momento: Alex encerra a questão

O FC Porto tinha reduzido a desvantagem, carregava em busca do empate e Makaridze dava sinais de limitações físicas. Notava-se um ar de apreensão entre os adeptos do Moreirense. Porém, Boateng aproveitou nova falha de Felipe para servir Alex e o extremo, vindo do banco de suplentes, fez o 3-1 ao minuto 83, arrumando a questão.

Outros destaques:

Fréderic Maciel


Acutilante. Saiu do FC Porto em julho de 2015 com uma mensagem triste: «Apesar de todo esforço e dedicação, parece que não foi o suficiente». Após uma época no Royal Mouscron-Péruwelz (Bélgica), assinou pelo Moreirense e teve o prémio na última jornada da Liga: foi titular pela primeira vez e marcou o seu primeiro golo na prova. Fez dupla interessante com Pedro Rebocho à esquerda e, ainda do 2-0, deu nas vistas com uma finta soberba sobre Marcano na área do FC Porto.

José Sá

Desilusão. Fez o primeiro jogo na Liga como guarda-redes do FC Porto, ao fim de época e meia de estadia no clube portista. É visto como o sucessor de Iker Casillas, que não tem continuidade assegurada. A qualidade está lá, como demonstrou após remate poderoso de Nildo, na cobrança de um livre. Porém, sai de Moreira de Cónegos com três golos sofridos, algo que nunca fica bem na ficha de um guarda-redes.

Pedro Rebocho

Estável. Belíssima época do lateral esquerdo formado pelo Benfica, um dos melhores da sua posição na Liga. Aos 22 anos, deixou boa imagem na sua temporada de estreia no escalão principal. Equilibrado, com um pé esquerdo interessante, cruzou para o golo de Boateng e conseguiu fechar o seu corredor. A seguir.

Maxi Pereira

Último jogo da época e sentimentos distintos. Por um lado, tem dificuldades defensivas provocadas pelo cansaço acumulado, a idade que avança e a falta de apoio do homem que joga no seu corredor (desta vez, foi Otávio). Por outro, aparece com garra e determinação na área contrária, sobretudo nas etapas complementares, para fazer aquilo que os avançados do FC Porto sentem dificuldades em fazer. Em Moreira de Cónegos, inventou o golo azul e branco com um desvio de costas para a baliza, repleto de crença.

Felipe

Sabor estranho para a despedida. Péssimo desempenho do central brasileiro, ele que formou uma bela dupla com Ivan Marcano ao longo da temporada. Teve responsabilidades em dois golos do Moreirense, perdendo igual número de duelos com Boateng, e contribuiu de forma negativa para a perda de um estatuto que orgulhava o FC Porto: a melhor defesa. Por um golo, esse registo fica para o campeão Benfica.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/boateng/moreirense-fc-porto-3-1-destaques"

Petit: «Época fantástica com Taça da Liga e manutenção»


Declarações de Petit, treinador do Moreirense, na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, depois do triunfo (3-1) diante do FC Porto que permitiu aos Cónegos garantir a manutenção na Liga. O treinador falou aos jornalistas depois de ter sido encharcado com água por parte dos jogadores:

«Objetivo cumprido. Por aquilo que fizemos, um grande jogo, dependíamos de nós, da nossa crença, da nossa vontade e os nossos jogadores demonstraram uma grande atitude. Época fantástica, ganharam a Taça da Liga e conseguiram a manutenção».

[Histórico de permanências enquanto técnico? Futuro?] «Claro que queremos sempre algo diferente. Há trabalho no que temos feito ao longo destes três anos. Pegando no Boavista e no Tondela numa situação crítica conseguimos esse objetivo, agora em Moreira tinha um calendário difícil, mas havia qualidade e muita crença no plantel. Estou feliz no Moreirense, agora há que saborear e queremos sempre algo mais na nossa vida. Foi assim como jogador e é enquanto treinador».

[Ficar no Moreirense?] «Tenho mais um ano de opção minha, conseguimos os objetivos, mas o mais importante hoje é estar com a nossa família. Amanhã ou depois vamos falar com o presidente para ver o futuro. Este é um momento fantástico para toda a gente, para os adeptos e para a estrutura».

 [Jogo?] «Estudámos bem o jogo, o FC Porto tem muita qualidade na circulação. Optamos por uma estratégia diferente com dois avançados. Estivemos bem nas transições, a chegar com muitos jogadores à área, sabíamos que tínhamos de sofrer, tivemos de fazer algumas mudanças, mas os jogadores que entraram cumpriram dentro do que lhes era pedido».

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/fc-porto/moreirense/petit-epoca-fantastica-com-taca-da-liga-e-manutencao"

Moreirense-FC Porto, 3-1 (crónica)

Atropelo Cónego ao dragão. O Moreirense reservou um lugar entre os grandes na próxima época, vencendo na receção ao FC Porto (3-1) de forma atrevida e corajosa, conseguindo um triunfo histórico perante um dragão a ressacar pelo final do campeonato.


Bastava um triunfo ao Moreirense, a tarefa era hercúlea e batia num histórico sem triunfos diante da equipa da Invicta, mas valeu a valentia da equipa de Petit e uma dose considerável de astúcia para fazer frente a um FC Porto incaracterístico.

No derradeiro jogo da temporada, a jogar de forma descomprometida, Nuno Espírito Santo fez quatro alterações em relação à equipa que goleou o Paços de Ferreira. José Sá estreou-se na baliza, Danilo e Felipe regressaram à equipa e Otávio apareceu no corredor direito.

A exemplo do que aconteceu ao longo da época, mas com especial notoriedade em virtude da falta de efeitos práticos do encontro, faltou intensidade e fantasia ofensiva aos azuis e brancos. A maior ousadia de Otávio perdeu-se com o encostar do brasileiro à linha e o miolo perdeu criatividade ao pedir a Herrera que assumisse o estatuto de playmaker.

Foi, portanto, um FC Porto auto amordaçado e com problemas estruturais aquele que se apresentou em Moreira de Cónegos, esbarrando, em contraste, num Moreirense que não se escondeu perante a responsabilidade que advinha do desfecho do encontro.

Petit foi ousado, apostou num meio campo menos musculado e deu espaço a Boateng, que jogou mais solto ao lado da referência David Ramirez, montando um Moreirense destemido e, sobretudo, com mais querer. O triunfo era suficiente aos minhotos para se livrarem de quaisquer contas.

Foi este maior querer que fez o Moreirense chegar ao intervalo com uma vantagem e dois golos sobre o FC Porto. O conjunto de Petit agarrou-se à Liga, precisando apenas de um quarto de hora para abrir o ativo e registar a primeira explosão de alegria no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

Rebocho cruzou da esquerda e Boateng correspondeu com um golpe de cabeça irrepreensível a bater o estreante José Sá. Vinte minutos depois foi outro estreante, Frederic Maciel, a dar nas vistas. A jogar pela primeira vez a titular na Liga, o médio foi lançado por Boateng e na cara do guardião portista não desperdiçou a oportunidade de por os Cónego numa situação ainda mais confortável.

A génese dos dois golos do Moreirense está no lado esquerdo, ou seja no inoperante lado direito azul e branco. Nuno Espírito Santo fez duas alterações ao intervalo, trocando Otávio e Herrera por Corona e André Silva.

A meias com um desacelerar por parte da equipa de Petit, que tentou gerir a vantagem de dois golos, seguiu-se o melhor período dos dragões. Fase que foi acompanhada com um golo de Maxi Pereira. André André serviu o lateral direito que, em mais uma das suas incursões à área adversária rematou de forma acrobática, enquanto rodopiava, trazendo indefinição a Moreira de Cónegos.

Com a conjugação de resultados em Arouca e Tondela, sofrer um golo por parte do Moreirense seria fatídico, pelo que os Cónegos não resistiram à tentação e à tensão. Ouvido em Arouca e, principalmente em Tondela, e Bouba Saré no meio campo para reforçar o combate às investidas do FC Porto.

Mas ainda havia mais um fôlgo de Boateng. O extremo voltou a fazer o que quis no lado direito antes de servir Alex, lançado por Petit a partir do banco, com o canhoto a atirar de forma subtil para o fundo das redes e selar as contas da manutenção

Muitos pecados do FC porto em Moreira de Cónegos, a adensar o rol de erros cometidos ao longo da época pelos dragões, confirmando-se com números: com esta derrota o FC Porto perdeu o estatuto de melhor defesa da Liga, não conseguiu ultrapassar os encarnados em número de golos marcados e perdeu pela primeira vez com o Moreirense na Liga.

Muitos pecados, demasiados pecados na quarta época consecutiva sem conquistar títulos, fazendo da crença do Moreirense uma arma suficiente para derrubar o dragão na derradeira jornada do campeonato, acabando por dar tons de verde à bandeira axadrezada que assinala o final da época.

A festa foi do Moreirense, que consegue uma manutenção histórica. Os Cónegos garantem um lugar entre os grandes do futebol português na próxima época, pelo quarto ano consecutivo, o que ainda não tinha acontecido na sua história. Fizeram por merecer tal desidrato, juntando a este feito histórico a conquista da Taça da Liga.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/21-05-2017/moreirense-fc-porto-3-1-cronica"

[Vídeo] Rumo à manutenção