sábado, 25 de fevereiro de 2017

Inácio: «Andamos de braço dado com os ferros das balizas»


Declarações de Augusto Inácio, treinador do Moreirense, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, depois da derrota (1-0) diante do V. Guimarães no jogo de abertura da 23ª jornada da Liga:

«Se antes do jogo dissesse que o empate não seria um mau resultado, não seria; a vitória seria o que queríamos . No final do jogo, o empate era uma tremenda injustiça, não levar daqui nenhum ponto ainda mais injusto é. Andamos de braço dado com os ferros das balizas, mais uma bola na trave, com o Estoril foram duas A sorte dá muito trabalho, mas nós trabalhamos muito e ela não está a vir ter com a gente. Quem trabalha como nós trabalhamos vai ter felicidade. Prestação enormíssima, é continuar a trabalhar assim, aumentar talvez um pouco a baliza mais para cima para a baliza não sair por cima. É esta a nossa luta».

[Como se motiva os jogadores quando os resultados não acompanham as exibições?]
«Motiva-se trabalhando como nós trabalhamos. Ninguém referiu os ausentes, o que é certo é que agora começo a ter uma equipa mais equilibrada fisicamente, começo a ter mais opções e começo a ter, provavelmente, mais ideias. Hoje jogámos de uma forma diferente. Faz parte das características que os jogadores têm. É trabalhando com esta qualidade, com este empenho. Nada a apontar à dedicação dos jogadores. Há que acertar mais na baliza».

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/moreirense/liga/inacio-andamos-de-braco-dado-com-os-ferros-das-balizas"

V. Guimarães-Moreirense, 1-0 (destaques)



FIGURA: Marega
Lutador incansável, um poço de força à solta na equipa do V. Guimarães. Divorciado com as redes adversárias, não marca há quase quatro meses, mas foi o melhor em campo mesmo sem marcar. Defendeu, atacou, jogou em todos os corredores e foi dos poucos a arrancar aplausos das bancadas. Na primeira aparte fez uma arrancada de área a área com a bola controlada e deixando adversários para trás. Está em comunhão com os adeptos, apesar do divórcio com os golos.

MOMENTO: golo de Hurtado (34’)
Livre lateral cobrado por Hernâni, Dramé esqueceu-se de acompanhar o seu oponente direto e Hurtado apareceu a cabecear completamente isolado ao segundo poste. O peruano cabeceou para o poste mais distante não dando hipóteses a Makaridze.

NEGATIVO: marcações não agradaram a Jorge Ferreira
As marcações do relvado do Estádio D. Afonso Henriques não agradaram a Jorge Ferreira, árbitro do encontro. Antes de terminar o aquecimento o juiz da AF Braga referiu isso mesmo aos responsáveis do V. Guimarães e também da Liga. O delegado da Liga fotografou as marcações de uma das áreas antes do apito inicial, sendo que as principais zonas do relvado foram remarcadas antes do início do jogo e novamente ao intervalo.

OUTROS DESTAQUES

Hurtado
Sexto golo da época do peruano, fazendo uma exibição esforçada, até ser substituído, emparelhado nos blocos defensivos montados pelo Moreirense. Prestação que vale essencialmente pelo golo apontado.

Dramé
O mais irreverente do Moreirense, criando vários lances de perigo no corredor esquerdo. Retraiu Bruno Gaspar e esteve nos principais focos de desequilíbrio do Moreirense. Fica irremediavelmente mal na fotografia no golo de Hurtado.

Hernâni
Pelos pingos da chuva, alternando entre momentos de fulgor e de alheamento do jogo, vai sendo preponderante. Sofreu a falta e marcou o livre que deu o golo dos três pontos sendo, uma vez mais, decisivo.

Bouba Saré
Regresso a uma casa que bem conhece com um papel ingrato para desempenhar: suprimir a vaga de Cauê, ainda por cima sem Fernando Alexandre para ajudar. Esteve assertivo no miolo, estancando grande parte das intenções do Vitória pelo corredor central.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/geral/24-02-2017/v-guimaraes-moreirense-1-0-destaques"

V. Guimarães-Moreirense, 1-0 (crónica)


Regresso aos triunfos depois de quatro jornadas sem vencer, triunfo pela margem mínima e ascensão, ainda que à condição, ao quarto lugar da Liga. O V. Guimarães triunfou no dérbi vimaranense com o Moreirense (1-0) no jogo de abertura da 23ª jornada da Liga. Fez, no fundo, o essencial, mas não se livrou de uma grande dose de sofrimento para o conseguir.

As bancadas transpiraram nervosismo, assobios em determinados momentos, e o Moreirense aproveitou-se disso para criar muitas dificuldades. Valeu a cabeça de Hurtado, num lance de bola parada, a fazer a diferença, selando o triunfo com aproveitamento quase máximo na finalização. O peruano teve o antídoto anti-crise.

Pelos segundo jogo consecutivo Pedro Martins apostou no mesmo onze, fazendo alinhar a mesma equipa que empatou no Restelo. Inácio fez seis alterações, mudando mais de metade da equipa em virtude das lesões e castigos. Bouba Saré estreou-se a titular na Liga com a camisola dos Cónegos.

Hurtado com cabeça anti-crise

A teoria da boa vizinhança rapidamente se esfumou no D. Afonso Henriques com o encontro entre o V. Guimarães e o Moreirense a iniciar-se com uma toada pouco amistosa. Cientes da importância de não averbar novo resultado negativo, as duas equipas não facilitaram, tornando o jogo muito faltoso. De resto, foi esse o tónico dominante da primeira parte, com muitas paragens e um ritmo baixo.

Pertenceu ao conjunto de Pedro Martins a iniciativa de jogo, fazendo-se valer do seu maior estatuto para assumir as despesas do jogo. Contudo, esbarrou num Moreirense bem organizado e que, inclusivamente, dispôs dos lances de maior perigo com os rápidos contragolpes. Alan Schons atirou ao travessão da baliza de Douglas e Nildo desperdiçou uma oportunidade soberana quando estava sozinho.

Apreensão nas bancadas com os adeptos a deixarem escapar assobios perante o atrevimento do Moreirense face à falta de capacidade do Vitória para articular o seu jogo. A dez minutos do intervalo Hurtado teve o antídoto para evitar o cenário de crise que se parecia querer instalar.

Livre de Hernâni da esquerda, Dramé ficou parado e deixou escapar o peruano que foi ao segundo poste cabecear completamente sozinho sem hipóteses para Makaridze. Golo na hora certa para a equipa de Pedro Martins, pondo água na fervura e levando da equipa a vencer para os balneários.

Moreirense pressiona mas não marca

Depois do período de descanso, apesar de nos primeiros instantes até ter ameaçado entrar bem, o V. Guimarães retraiu-se e passou por calafrios. Demérito da equipa da casa, que recuou em demasia e pareceu sentir-se mal em vantagem no marcador, mas, por outro lado, mérito também do Moreirense.

A equipa de Augusto Inácio construiu uma mão cheia de lances de perigo, valendo Douglas e alguma falta de pontaria na hora de visar a baliza adversária. O Moreirense acreditou até ao fim e ameaçou por diversas vezes o empate, mas não conseguiu livrar-se do estigma de ainda não ter vencido depois da conquista da Taça da Liga.

Quinto jogo sem vencer do Moreirense, conseguindo aquilo a que se chamará uma vitória moral, depois de já o ter feito diante do Sporting. A equipa de Inácio merecia claramente mais do que a derrota, mas pode ver a linha de água aproximar-se com o evoluir da jornada.

Depois da apreensão o D. Afonso Henriques despediu-se dos adeptos a aclamar pelo Jamor. Quarta-feira os pupilos de Pedro Martins recebem o Desp. Chaves na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Até por isso a vitória desta noite era preciosa. Valeu pelo resultado, a exibição não encheu o olho, mas para já vai valendo o quarto lugar.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/geral/24-02-2017/v-guimaraes-moreirense-1-0-cronica"

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

[Antevisão] Vitória - Moreirense

[Convocados] Vitória - Moreirense

Guarda Redes: Makaridze e Taborda

Defesas: Sagna, Tiago Almeida, Rebocho, André Micael, Diego Galo, e Diego Ivo

Médios: Fernando Alexandre, Bouba Saré, Nildo, Tiago Morgado, Dramé, Frederic Maciel, Sougou, Alan Schons e Ary Papel

Avançados: Roberto e Boateng

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Moreirenses pelo Mundo! Barcelona conquistada...


Mais uma cidade conquistada e enfeitada pelo verde e branco do Moreirense. Desta vez foi a Sofia que levou as cores do Moreirense a Barcelona, Espanha. A cidade que normalmente veste as vermelho e azul, nunca ficou tão linda como com as cores do Moreirense.


Se viajarem pelo mundo, já sabem, levem sempre as cores do Moreirense e enviem as fotos para sandro@moreirense1938.com



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Augusto Inácio: «Ainda estamos a meio pau»


Declarações de Augusto Inácio, treinador do Moreirense, na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, depois do empate (1-1) na receção ao Estoril:

«Perdemos dois pontos. Perante o momento que estamos a passar sabia que íamos sofrer nos últimos vinte minutos. O Moreirense tinha um processo de jogo, que se alterou completamente. Alterou-se porque o treinador não inventa e tenta ter mais produção para a equipa. Sabia que o Alex e o Sougou não iam aguentar os noventa minutos, apesar da qualidade que têm. Olhando para o banco, sabia que não podia acrescentar qualidade à equipa.

O Estoril tem uma oportunidade de golo, um autogolo, de resto não teve mais nada. Nós tivemos duas bolas na trave e mais alguns lances de perigo, acho fizemos uma primeira parte mais ou menos conseguida, porque nós não temos um dez, um organizador de jogo para jogar em 4x2x3x1 e alterámos para um sistema tático menos elaborado. Trabalhamos numa alternativa, 4x4x2, isso requer processos e rotinas de treino e vai-se perdendo pontos assim. Temos de nos lamentar de não conseguir segurar o resultado e fica uma pontinha de azar, porque o Estoril, enfim, teve uma oportunidade num lance infeliz. Somamos um ponto, queríamos três.

[Mudança no processo] «Temos de verificar o momento em que as coisas se passaram. De repente ficamos sem dois titulares rotinados, olhando para aquilo que temos, há que alterar também o sistema. Não é do meu agrado, prefiro um meio campo forte. Ter o meio campo esforçado sem um elemento que liga depois ao ataque desgasta a equipa. O Cauê e o Fernando Alexandre são dois animais a correr, dois grandes campeões, porque com o posicionamento da equipa obriga a um grande desgaste».

[Reformulação no mercado de inverno] «Normalmente estas equipas como o Moreirense recebem sempre jogadores que não jogam noutros lados, por variadas razões. Não há dinheiro para contratar a equipas em que estão a jogar. Disse que, se não houvessem lesões, dentro de três semanas ia ficar com uma grande equipa. Neste momento ainda estamos a meio pau, com os jogadores em boas condições o Moreirense tem mais hipóteses de ganhar pontos».

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/moreirense/augusto-inacio-ainda-estamos-a-meio-pau"