sábado, 31 de janeiro de 2015

[Bilhetes] Moreirense - Porto


[Resumo] Braga 1 - 0 Moreirense

Sp. Braga-Moreirense, 1-0 (destaques)



Declarações de Miguel Leal, treinador do Moreirense, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, depois da derrota (0-1) na abertura da 19ª jornada:
  
- Este jogo foi muito ingrato face às suas incidências. O Braga foi claramente superior na primeira parte. Na segunda parte entrámos muito bem, tivemos uma oportunidade para fazer o golo, não o fizemos. Andámos ali a rondar a baliza sem marcar e acabámos por sofrer um golo algo consentido. Quisemos ganhar o jogo, infelizmente acabámos por perder. É futebol- 
  
- Este ciclo de jogos vai ser muito difícil e também sentimos que os nossos jogadores vão ter mais desgaste. Esta semana já vamos trabalhar com mais calma e os jogadores vão concentrar-se mais no Moreirense, também é importante que isso aconteça. Independentemente destas duas derrotas, somos uma equipa que sabe reagir. 
  
[Jogadores com a cabeça no Moreirense?] 
- Vários jogadores foram contactados para ir para outros clubes e isso mexe com a cabeça dos jogadores, influenciando a dinâmica da equipa. Felizmente esta janela está a fechar. 
  
[Grande penalidade?] 
- Não era o André Simões que eu queria que marcasse, era o João [Pedro]. Ainda berrei, mas o vento estava contra mim, pelos vistos a sorte também. Quase que entrei dentro do campo a berrar, mas ninguém me ouviu, infelizmente. Mas, também não sei se o João [Pedro] marcaria. Temos que olhar em frente, quando houver outro penálti marca quem eu decidir, têm que olhar para mim.


Sp. Braga-Moreirense, 1-0 (crónica)



A jornada começou em jeito de serenata à chuva no Minho, com um dérbi entre Sp. Braga e Moreirense. Os pupilos de Sérgio Conceição regressaram aos triunfos (1-0) depois de dois resultados menos positivos, não se livrando, contudo, de apanhar um susto diante do tranquilo e organizado Moreirense, que falhou uma grande penalidade antes do golo que fez o resultado do jogo.

Confira a FICHA DO JOGO
 
O autor do golo do triunfo saltou do banco de suplentes para apontar o único tento do encontro. Pedro Santos entrou no decorrer do segundo tempo para carimbar, a quinze minutos do apito final, a conquista dos três pontos por parte dos Guerreiros.
 
Arsenalistas e cónegos apresentaram-se com baixas de vulto no eixo da defesa. Sérgio Conceição viu-se privado de Santos (lesionado) e André Pinto (castigado). Desfez-se a dupla de centrais habitual e estreou-se Pedro Monteiro com a camisola dos Guerreiros. O defesa recrutado ao Freamunde fez dupla com Sasso.
 
Por seu turno, Miguel Leal não pôde contar com o brasileiro Marcelo Oliveira, principal referência defensiva do conjunto de Moreira de Cónegos. A contas com uma lesão muscular na coxa esquerda, e castigado ao mesmo tempo, Marcelo Oliveira deu o seu lugar ao capitão Anilton.
 
Erro de Anílton e bolas na mão
 
Antes do encontro, o técnico do Moreirense referiu que seria «engraçado» ver defrontarem-se duas equipas com um estilo de jogo parecido e que privilegia o contra-ataque. As contas não foram bem essas e o Sp. Braga entrou forte no encontro, a dominar em toda a linha e sem deixar fôlego ao Moreirense para esboçar uma reação.
 
Sentido único imposto pelos pupilos de Conceição, que esmagaram em termos de posse de bola e de ocupação de espaços. Basta dizer que o meio campo defensivo do Sp. Braga quase foi desnecessário nos primeiros quarenta e cinco minutos.
 
Contudo, o domínio não caminhou de mãos dadas com o perigo e a organização do Moreirense ia dando para segurar as suas redes invioláveis. Quase que abdicou de atacar, fê-lo apenas de forma esporádica e quase com o intuito único de ganhar um lance perigoso do bola parada.
 
Acabou por ser num erro crasso do Moreirense que o Sp. Braga conseguiu o primeiro aviso real à baliza de Marafona. Um erro crasso de Anilton a deixar Ruben Micael em posição privilegiada para abrir o ativo. O madeirense deslumbrou-se com a oferta e atirou ao ferro.
 
Para além disso, dois lances daqueles que envolvem bola e mão no interior da área, um para cada lado, marcaram a primeira parte. Primeiro foi Danielson a esbarrar com a bola em Baiano pedindo penálti, depois foi a vez do Sp. Braga a queixar-se de um lance idêntico.
 
Moreirense falha penálti e Conceição tira triunfo do banco
 
No abrir do segundo tempo a história foi diferente. João Pedro, um dos emprestados pelo Sp. Braga ao Moreirense, bateu um pontapé de canto na esquerda e viu Baiano cortar o lance com o braço. Desta vez Artur Soares Dias foi perentório a apontar para a marca dos onze metros, mas André Simões não foi capaz de ultrapassar o muro com o nome Matheus que estava na baliza.
 
Perigo do Moreirense logo nos primeiros suspiros depois do descanso e um sério aviso à equipa da casa. Os cónegos entraram mais espevitados, o jogo estava-lhes de feição, agora sim, partido, com o Sp. Braga algo tremido, e com espaço para toada e resposta.
 
Continuava a ser o Sp. Braga a assumir as despesas do jogo, mas com o Moreirense a ter mais profundidade ofensiva. Resultado: Miguel Leal manietou o Sp. Braga, que não encontrava soluções para criar perigo, e os axadrezados tiver um maior ascendente nesta fase do encontro. Valeu Matheus entre os postes, que chegou a insurgir-se com os colegas devido à passividade mostrada.
 
Sérgio Conceição tirou Pedro Santos do banco de suplentes para resolver o encontro. Apesar da altura, ou melhor, da falta dela, o extremo conseguiu saltar mais alto do que toda a gente no interior da área e cabecear de forma subtil para o fundo das redes. Um pouco contra a corrente do jogo, é certo, mas suficiente para o Sp. Braga regressar aos triunfos.
 
Os Guerreiros cumpriram com a sua obrigação, sem deslumbrar, e regressaram aos triunfos depois da derrota no Bessa e do empate com o FC Porto. Aproxima-se, à condição, do quarto lugar. O Moreirense averbou a terceira derrota consecutiva. Faltou discernimento para conseguir mais no segundo tempo. O penálti falhado por André Simões é exemplo disso mesmo.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/pedro-santos/sp-braga-moreirense-1-0-cronica"

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[A Decorrer] Braga - Moreirense

Moreirense: André Simões no AEK no final da época


O AEK, da Grécia, anunciou esta sexta-feira a contratação do português André Simões, jogador do Moreirense. O médio de 25 anos termina o contrato com a formação de Moreira de Cónegos em junho e, segundo anunciou o clube helénico, o contrato com os gregos começa no dia 1 de julho e tem a duração de dois anos. 

No AEK, André Simões encontrará o compatriota Hélder Barbosa.

«Há mais pessoas no meu condomínio de São Paulo do que em Mor. Cónegos»



Aos 34 anos, Danielson faz «uma das melhores épocas» da carreira. Poupado pelas lesões - «só tive três em 12 anos» -, o defesa central é um dos totalistas do campeonato e nome incontornável na defesa do Moreirense. 

«Fiz dois anos ótimos no Paços Ferreira e mais dois no Nacional. Agora estou a conseguir repetir esse nível», diz o defesa ao Maisfutebol. 

Danielson chegou em 2003 a Portugal, para jogar no Rio Ave. Fez cinco temporadas em Vila do Conde, experimentou a Rússia (Khimki) e o Chipre (Omonia), e voltou para a sua segunda casa: Portugal. 

Muralha cónega tem três totalistas e é a sexta melhor da Liga 

«Ainda não penso em deixar o futebol. Sinto-me bem, adoro viver em Vila do Conde, onde tenho moradia, e provavelmente ficarei por cá depois de encerrar a minha carreira». 

Nascido em São Paulo, Danielson habituou-se bem cedo à confusão, às multidões, aos estádios com muita gente. A idade acalmou-o, o contexto atual fez o resto. 

«Veja bem, no meu condomínio em São Paulo mora mais gente do que na vila de Moreira de Cónegos. São realidades radicalmente opostas, mas aprendi a gostar disto». 

Danielson concordo que o Moreirense é o clube «de menor dimensão» que já representou em Portugal, por comparação com Rio Ave, Nacional, Paços e Gil Vicente, mas enche de elogios a organização cónega. 

«Por ser familiar é mais organizado, as contas estão sempre direitinhas, não nos falta nada e somos muito acarinhados. Temos todas as condições para render bem dentro do relvado».