quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Tiago Morgado cativa Pepa


O caso de Tiago Machado vai ser objeto de avaliação até ao fecho do mercado. O médio centro é muito cobiçado por clubes da Liga 2 e o Moreirense equacionou o seu empréstimo, mas o jogador tem revelado uma boa atitude nos treinos, predicado que tem agradado a Pepa, escreve A BOLA.

in "http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=627672"

domingo, 21 de agosto de 2016

[Em Directo] SC Braga (Sub-19) vs. Moreirense FC (Sub-19)

Pepa e o regresso: «Fui recebido com um sorriso»


Pepa, treinador do Moreirense, em declarações na sala de imprensa após a vitória em Santa Maria da Feira, num jogo que marca o seu regresso ao estádio do Feirense, que treinou na época passada:

«Este é o Moreirense que eu quero. Não podemos correr menos, porque do outro lado estava uma equipa agressiva, intensa. Não sei se corremos mais, a questão é correr certo. Estivemos bem em termos de organização. Sabíamos o que bloquear e onde convidar o Feirense a sair. Estávamos confortáveis no início do jogo e marcámos, colocámo-nos em vantagem. Depois passamos alguma dificuldade. Fomos ingénuos quando o Jander estava limitado no final da primeira parte. Nem no Distrital pode acontecer uma coisa assim. A este nível paga-se caro e o Feirense teve duas situações na nossa área para marcar. Na segunda parte, se não criaram oportunidades, foi por mérito do Moreirense. Tiveram só uma oportunidade na segunda parte, agora no fim.»

[O regresso?] «Fui muito bem recebido. O que me marca são as pessoas. Receberam-me com sorriso sincero e isso deixa-me feliz. Eles também conheciam o Pepa e as ideias de jogo, mas não há copy/paste.»

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/moreirense/feirense/pepa-e-o-regresso-fui-recebido-com-um-sorriso"

Feirense-Moreirense, 0-3 (destaques)


FIGURA: Francisco Geraldes

O futebol é simples. Aliás, o futebol mais belo, dizem, é aquele que transborda simplicidade. Francisco Geraldes é um portento de simplicidade e classe. Olha-se e não se demora muito a perceber que há ali um talento imenso a explorar. Decisivo no futebol do Moreirense esta tarde. Inventou o lance do golo de Roberto e ainda deixou novamente o avançado na cara de Peçanha, com o tiro a ir à trave. Só na primeira parte. Na segunda, cobrou o canto que Marcelo Oliveira traduziu no 0-2 e fez ele próprio o terceiro, num remate colocado à entrada da área. Está feita a apresentação. E que luxo. Seja, então, bem vindo à Liga Francisco Geraldes.

O MOMENTO: um golo para a nota máxima

Minuto 81. Francisco Geraldes já era o homem do jogo, brilhava intensamente e roçava a nota máxima. Faltava-lhe o golo para ser perfeito. E chegou. Num remate seco, rasteiro, cruzado. Que Peçanha não conseguiu desviar o suficiente da baliza. Corolário perfeito para uma tarde de luxo.

OUTROS DESTAQUES

Roberto

Um desvio à ponta de lança a emendar o centro de Nildo colocou o Moreirense mais confortável no jogo. Mas Roberto é mais do que jogador de um toque só, como prova o míssil que atirou à trave do Feirense ainda no primeiro tempo. Batalhador a tempo inteiro, sai com nota positiva da Feira.

Cauê

Depois de Geraldes, o melhor. Importantíssimo nos equilíbrios da equipa de Pepa. A defender é, muitas vezes, um terceiro central. A construir é o primeiro elo entre o quarteto que joga mais atrás e os rápidos homens da frente. Não perde muito tempo com a bola no pé. Recebe e entrega para que o futebol flua. Um dos segredos deste Moreirense.

Barge

O senhor das bolas paradas no Feirense. Durante muito tempo foram os seus livres que causaram mais perigo na baliza de Makaridze, sobretudo um, logo aos 10 minutos, que obrigou o guardião a defesa apertada. Importante ainda a dar profundidade pelo flanco direito, aquele que melhor trabalhou na manobra ofensiva fogaceira.

Platiny

Apagou-se por completo no segundo tempo. No primeiro pareceu estar em todo o lado. Não é um ponta de lança tradicional, capaz de aguardar pacientemente pelo momento certo para desferir o golpe. Antes, movimenta-se em busca das melhores oportunidades para entrar no jogo. E é isso que o faz parecer omnipresente nos lances ofensivos do Feirense. Falta, agora, aguentar os 90 minutos nesse ritmo.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/francisco-geraldes/feirense-moreirense-0-3-destaques"

Feirense-Moreirense, 0-3 (crónica)


Caro leitor, se não tem andado atento aos campeonatos jovens portugueses ou à II Liga, tome lá nota deste nome: Francisco Geraldes. O médio entrou de rompante na Liga à 2ª jornada e fez o que quis em Santa Maria da Feira, sendo o maior, mas não único, culpado por uma exibição do Moreirense que impressionou pela qualidade e rigor aplicado. O resultado diz quase tudo: triunfo por 3-0. Talvez até seja demasiado pesado para o Feirense, mas a culpa é de Geraldes, que esteve nos três golos.

O médio emprestado pelo Sporting roubou o protagonismo numa tarde de reencontros na Feira. E de bom futebol, o que, como sempre, é de agradecer.

Pepa reencontrou-se com o Feirense, o Feirense reencontrou-se com a Liga e o Moreirense com as vitórias, conseguindo a primeira da época. E conseguiu-o jogando bem, sendo melhor mais tempo. Num bom jogo, Pepa foi feliz no regresso a uma casa que bem conhece. Acontecesse o que acontecesse, sabia que seria sempre figura central do embate. Portanto, que fosse por colocar a equipa a jogar bom futebol. E foi o que fez.

Um Moreirense movido a Francisco Geraldes dominou praticamente toda a primeira parte e, mesmo sendo bem menos efetivo na segunda, conseguiu, pelo menos, não deixar que o rival criasse grande perigo. E matou o jogo na segunda metade.

Do outro lado, depois de um início apático, José Mota abanou com o jogo a partir do banco, não hesitando em mudar ainda na primeira parte quando já perdia 1-0, num golo que Geraldes inventou com uma recuperação na raça e passe a rasgar para Nildo que, depois de passar Peçanha, assistiu Roberto para o toque fatal.

Mas, dizíamos, José Mota conseguiu equilibrar a balança com o golpe de asa que se pede aos treinadores. Os últimos minutos da primeira parte já foram do Feirense e a segunda metade, até ao 2-0, também estava a ser. Mas um domínio, sublinhe-se, apenas territorial. Perigo não havia. Makaridze teve uma intervenção complicada aos 10 minutos, a livre de Barge, e pouco mais.

Um géniozinho a maturar em Moreira de Cónegos

Já dissemos mas nunca é demais repetir: o Moreirense foi (e provavelmente será ao logo da época) muito daquilo que Francisco Geraldes quis que fosse. É o homem das decisões no miolo do Moreirense. Além do golo, rasgou de novo a defesa da casa com um passe que permitiu a Roberto disparar um míssil à trave (e Dramé falhar escandalosamente na sequência). E, claro, foi dele o canto que resultou no segundo tento visitante, apontado de cabeça por Marcelo Oliveira, e ainda foi a tempo de marcar, também, fechando o resultado num disparo seco e cruzado, à entrada da área.

Pode pedir-se mais? Claro. Atenção aos excessos, por exemplo, pois arriscou o vermelho numa entrada despropositada sobre Fabinho, após perda de bola. João Pinheiro ficou-se pelo amarelo.

E já que falamos do árbitro convém sublinhar que, mesmo sendo bem auxiliado, teve uma tarde difícil na Feira. Na primeira parte o Feirense queixou-se de três grandes penalidades. A primeira, em lance entre Diego Galo e Platiny foi a que deixou mais dúvidas, pois parece haver um toque no pé do avançado. Nas outras, terá decidido bem: Platiny, novamente, atirou-se antes do contacto com Marcelo Oliveira e o desvio com a mão de Diego Galo, que existiu, aconteceu num remate à queima-roupa. Nunca é fácil para o defesa controlar um lance desses.

Voltamos ao jogo apenas para contar que praticamente acabou com o 0-2. O Moreirense estava satisfeito, claro. O Feirense já não tinha discernimento para mais. Claro que um resultado destes permite sempre reacender a chama caso a equipa em desvantagem reduza, mas os homens de José Mota nunca mais mostraram as mesmas armas do final da primeira parte e início da segunda.

E se, nem aí, pese as boas intenções, criaram real perigo, como ser diferente quando se está bem mais longe da baliza e de cabeça quente? Não espantou, portanto, que eventuais dúvidas acabassem com o terceiro, no fechar do livro de Geraldes, o homem do jogo, ainda que Luís Aurélio tenha atirado à trave nos descontos. Um pormenor na história destes 90 minutos.

Primeira vitória do Moreirense na Liga, primeira derrota do Feirense. Pepa foi feliz no regresso à Feira. A Liga dos menos atentos descobriu um talento que vale a pena seguir.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/21-08-2016/feirense-moreirense-0-3-cronica"