terça-feira, 9 de outubro de 2012

Moreirense vs Marítimo - Análise

Mais um bom jogo de futebol no parque Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Futebol entretido e descomplexado praticado pelas duas equipas, saindo assim beneficiado o espectáculo. Muito forte a entrada do Moreirense em campo, com várias oportunidades criadas e bem construídas. No entanto o primeiro sinal de perigo surgiu dos pés de João Guilherme, que beneficiou dum livre em zona frontal, atirou bem colocado para enorme intervenção de Ricardo Ribeiro. Esse foi o único sinal claro de perigo da equipa insular na primeira parte, que saiu sempre muito bem no contra-ataque, mas nunca conseguindo chegar a uma finalização para a baliza. Perigo criava o Moreirense, Ghilas na cara do golo, não teve a confiança necessária no pé esquerdo, perde muito tempo e de pé direito atira contra o corpo de Salin. O novo lance de perigo não tardou, e de novo Ghilas, num cabeceamento a um canto muito bem executado por Fábio Espinho, atira ao poste, não fosse o ligeiro toque de Salin na bola, e os adeptos poderiam festejar o primeiro golo do jogo. A máquina dos homens da frente continuava bem oleada, e através de um livre directo, Fábio Espinho com um remate soberbo, que infelizmente só foi parado pelo poste, podia ter sido parado pelas redes, mas foi embater com estrondo no poste. No Marítimo ia-se destacando João Guilherme, muito bom jogo deste central esteve impecável em todas a suas acções. O Marítimo ia chegando-se a frente mas sem criar perigo de assustar o Moreirense, Sami extremo veloz e irrequieto não se conseguiu afirmar no jogo e a equipa Maritimista ressentiu-se muito disso. O perigo continuava a rondar a baliza visitante, e Ghilas, de novo, quase aproveitava um erro clamoroso de Salin que falhou a saída à bola, e de cabeça atirou para longe da baliza, dá a sensação que cabeceou de olhos fechados. Clara injustiça no resultado, que não sofreria alterações, nem lances de perigo até ao intervalo.

Na segunda-parte, pior entrada para o Moreirense era impossível, golo a frio dos madeirenses, aproveitando a clara desconcentração dos homens da casa, através de um canto Rafael Miranda com um cabeceamento exemplar, como mandam as regras, de cima para baixo, desferem um golo certeiro para a baliza e estava aberto o marcador em Moreira de Cónegos. O Moreirense sentiu e muito o golo sofrido, também muito por culpa de alguma falta de confiança, fruto das duas derrotas consecutivas sofridas nas jornadas anteriores. A equipa nunca foi igual aquela da primeira-parte, também pelo abaixamento do bloco por parte do Maritimo, que raras vezes consentiu espaço para o Moreirense imprimir velocidade ao jogo. Pintassilgo que não teve muito inspirado, foi sempre trapalhão e complicativo, saiu para dar lugar a André Luiz, numa clara tentativa do treinador de dar frescura a ala esquerda, e também com a mudança de Fábio Espinho para a posição 10, numa tentativa de dar maior criatividade mesmo no miolo do campo, coisa que Pintassilgo nunca conseguiu fazer. Mas essa alteração foi inconsequente, devido a expulsão de Ricardo Ribeiro. O jovem guarda-redes teve uma saída precipitada da baliza e fez falta sobre o atacante maritimista, embora seja um expulsão exagerada, porque encontravam-se dois defesas a cobrir a costas do guardião, essa decisão do árbitro prejudicou o Moreirense. A partir daí o Moreirense jogou sempre mais com a cabeça do que com o coração, e mais uma vez não foi feliz como vem sendo hábito na procura do golo. As alterações vindas do banco, não surtiram efeito na equipa, e os adeptos na bancada não gostavam. Rafael Lopes entrou muito tarde, e Fábio Espinho, embora exausto, parece que saiu muito cedo do jogo. A partir do momento em que o Maritimo se apanhou com mais um homem em campo, começou o show de Danilo Dias. O brasileiro foi sempre o grande impulsionador atacante dos insulares, conduziu todos os contra-ataques com muita velocidade e uma técnica acima da média, ele sozinho ia destruindo defensiva da casa. Nada de relevante há para registar do ataque do Moreirense, e muito para registar do contra-ataque do Maritimo, sempre com muito espaço na frente, o Marítimo não matou o jogo por mera falta de pontaria para baliza. Ainda enviaram uma bola ao poste no lance mais perigoso, tirando o golo, do Marítimo na segunda-parte.

Resultado tremendamente injusto para o Moreirense que se pode queixar mais uma vez de algum azar, de mais uma expulsão duvidosa, mas acima de tudo de si mesmo porque na primeira-parte podia ter resolvido o jogo e não conseguiu, sofreu as consequências disso no segundo tempo.

A falta de sorte veio mostrar também as lacunas da equipa, é preciso um matador, dois extremos, e a defesa precisa de ser reforçada, mas é esta a equipa que temos e é com estes jogadores que vamos atingir os objectivos.

Homens do jogo: João Guilherme e Danilo Dias.

Diogo Fernandes