terça-feira, 27 de novembro de 2012

Moreirense-Sporting, 2-2 (destaques)


A FIGURA: Ghilas
Todo ele é poder, todo ele é intuição e veneno. Sexto golo na Liga, pleno de autoridade na área contrária, a finalizar de primeira. Já o escrevemos noutra ocasião e a ideia merece ser reapreciada e repetida: tem tudo para vir a ser um ponta-de-lança com muita, muita qualidade. É um poço de força interminável, um gaulês que, em dado momento, terá caído num caldeirão cheio de poção mágica. Provavelmente numa pequena aldeia gaulesa cercada por ameaçadoras forças de ocupação. Saiu lesionado na segunda parte e fez muita falta à equipa.

O MOMENTO: minuto 64, esperança em Xandão
O central brasileiro estava a ser dos piores mas, a meio da segunda parte, fez de cabeça o primeiro golo do Sporting e reacendeu a esperança que se julgava perdida em definitivo. Foi um instante importante por recolocar os leões na discussão do jogo.

A DESILUSÃO: defesa leonina
O uruguaio Olivera ameaçara duas vezes, sem pontaria. Na bancada já se dizia, em surdina, que a inspiração do jogo da Taça de Portugal tinha ficado para trás. Perto do intervalo, eis que Olivera aparece e à terceira inaugura o marcador, como que a perguntar «lembram-se de mim?». Tanto neste como no golo de Ghilas ficou expressa a lentidão e a descoordenação quase amadora da defesa leonina.

OUTROS DESTAQUES

Pablo Olivera
P-A-B-L-O. Os sportinguistas já não podem ler nem ouvir o nome de Olivera, o uruguaio com pinta de malandro trocista. Na Taça de Portugal fizera dois golos deslumbrantes a Rui Patrício e chamou a si os holofotes mediáticos. No reencontro, e precisamente na mesma baliza, percebeu o cruzamento de Paulinho e surgiu na pequena área a encostar sem dificuldades para o golo. Se não fosse o Sporting, é provável que poucos adeptos em Portugal soubessem quem é Pablo Olivera.

Paulinho
Dois cruzamentos preciosos para os golos de Pablo Olivera e Ghilas, respetivamente, deste lateral direito de têmpera. Criado nas oficinas minuciosas do F.C. Porto e do Leixões, Paulinho é um jogador com a raça típica das gentes do Norte, antes de quebrar do que torcer. Brilhou no apoio ao ataque como já se viu, mas também no processo defensivo, ao roubar milagrosamente de cabeça um golo certo a Ricky van Wolfswinkel. Começou a época como alternativa ao experiente Ricardo Pessoa, agora é titular indiscutível.

Eric Dier
Um golo importante, a assinalar a redenção do Sporting no jogo. De pé esquerdo, dentro da área adversária, o jovem inglês ganhou pontos importantes na hierarquia de Franky Vercauteren. Na primeira parte sentira imensas dificuldades para controlar Fábio Espinho. Recompôs-se na segunda parte, a muito custo.

André Carrillo
É tão delicioso vê-lo tocar a bola como é irritante perceber a sobranceria com que o faz. Possui qualidades técnicas únicas e durante 20 minutos foi um regalo vê-lo a trocar os olhos a Augusto. Depois, entrou em exageros dispensáveis e só a meio da segunda parte acordou novamente, para falhar um golo isolado ao minuto 90.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/moreirense-sporting-destaques-liga/1396519-1457.html"