terça-feira, 27 de novembro de 2012

Moreirense vs Sporting - Análise


Jogo muito equilibrado em Moreira de Cónegos. No começo da partida sinal mais para o Sporting, mas aos poucos e poucos o Moreirense foi equilibrando, e conseguindo até ser melhor que os visitantes. É certo que o Sporting entrou melhor, mas sempre com pouca clarividência, os ataques eram quase inconsequentes para a baliza de Ricardo Ribeiro. Quando os homens da casa acalmaram, assentaram o seu jogo foram sempre mais incisivos na maneira de atacar. O jogo tava a decorrer duma maneira estranha com muitos passes falhados, muitas bolas longas, e com a bola poucas vezes no relvado, não sei se por causa do relvado, ou o mais provável pelo péssimo momento que as duas equipas atravessam. O sporting apostava nas individualidades, aproveitando a velocidade dos dois extremos, Capel e Carrillo. O primeiro nos minutos iniciais pôs a cabeça do Paulinho em água com as suas rápidas desmarcações e forte poder de aceleramento. O Espanhol era quem mais se destacava no Sporting, Carrillo nem tanto. Pranjic na posição 10 foi uma presa fácil para Vinicius e Filipe Gonçalves, os dois complementam-se muito bem, e secaram o médio croata durante todo o jogo. O homem mais da frente Wolfswinkel, não tinha jogo, a bola não conseguia chegar em condições à sua posse, e a custa disso esteve também muito apagado. Já o Moreirense apostava na circulação de bola, jogo apoiado, muita circulação entre os homens do meio campo, a esperando pelo momento certo para lançar os laterais e os alas. Augusto e Paulinho estiveram muito activos no jogo ofensivo, soltando Fábio Espinho e Pablo para jogo mais interior, mais dentro das suas características. Já perto do intervalo duas falhas defensivas do Sporting, aproveitou o Moreirense para marcar dois golos. Duas vezes Paulinho no cruzamento, duas vezes tanto Pablo como Ghilas, sozinhos na área só precisaram de empurrar para o fundo da baliza. Os golos surgiram na melhor altura, principalmente o segundo mesmo em cima do intervalo, permitia a equipa ir para o descanso com mais tranquilidade, para na segunda parte controlar o jogo à sua maneira.

Mas tudo o contrário aconteceu, no reatar da partida o Moreirense, entrou nervoso, comprometedor e inconsistente. Para piorar a situação Vinicius lesionou-se logo no recomeço da partida a organização da equipa desabou. Julio Cesar entrou a frio, não tem o poder físico do seu colega, e a equipa ressentiu-se. O Sporting tomava conta do jogo a partir desse momento. Já na primeira parte o Sporting também havia feito uma alteração forçada, Schaars lesionado deu o seu lugar a Rinaudo, e na segunda parte, a equipa melhorou com o argentino em campo. O início de transição passava todo pelos pés dele, bom transporte de bola, atrai sempre adversários para si e cria espaços para os seus colegas se desmarcarem, aliando isso a um bom poder de passe, avistavam-se problemas para o Moreirense. Porem foi através dum canto que o Sporting reduziu a desvantagem, Xandão com um cabeceamento irrepreensível marcou para os visitantes. Com Ghilas de fora a ser assistido, e com um golo acabadinho de sofrer, a equipa intranquilizou-se e um minuto depois voltou a sofrer novo golo. Jogada de insistência, de Dier ganhou fisicamente a um defesa do Moreirense e com um remate com o bico do pé remate violentamente para a baliza não dando hipóteses ao guarda-redes da casa. A partir daí o Moreirense caracteriza-se em duas palavras: cansaço e intranquilidade. Essas duas coisas juntas dão uma total explosão para o resto do jogo. O Sporting só não chegou a vantagem por infelicidade. É certo que teve felicidade e muita na maneira em que chega ao empate, mas depois, pura infelicidade para o Sporting, enviou uma bola aos ferros, viu Ricardo Ribeiro negar um golo feito ao Sporting e ainda Carrillo isolado a rematar por cima. Os lisboetas estavam melhores e o minhotos tentavam a todo custo travar os ataques. Devido à falta de opções existente no banco o Moreirense não conseguia sair para o contra-ataque, porque não havia velocidade para atacar. Só muito perto do final com Augusto desmarcado por Fábio Espinho, aparece sozinho na área mas falhou no cruzamento, permitiu o corte de um defesa sportinguista, e na insistência, novo cruzamento que por muito pouco não foi empurrado para o fundo baliza. Pouco depois acabava o jogo, com resultado justo, por aquilo que uma e outra equipa fizeram em ambas as partes, o resultado acaba por se ajustar ao que se passou em campo.