domingo, 24 de fevereiro de 2013

Moreirense-Gil Vicente, 0-0 (crónica)


Vencer, vencer, vencer. Era o que se pedia a cada uma das duas equipas para este jogo. Apenas quatro pontos separavam as duas equipas nesta luta do fundo da tabela e, não perder pontos para um adversário direto era essencial.

O Gil Vicente entrou melhor no jogo. Mais pressionante, mais rematadora, a equipa de Paulo Alves não deixou Ricardo Andrade descansar na primeira meia hora de jogo. Logo aos três minutos, num lance de entendimento entre André Cunha e Hugo Vieira pela direita. Hugo Vieira deixou dois defesas para trás, e centrou para o cabeceamento de Sandro, mas a bola a saiu ligeiramente ao lado da baliza.

Foi o primeiro sinal do que se seguiria, mas o guardião de Moreira de Cónegos mostrou-se à altura. Aos 11 minutos defendeu um remate de Paulo Jorge, de longe. Pouco depois, foi a vez de Anilton interferir com um pontapé de bicicleta de Hugo Vieira na área, que fez a bola sair por cima da baliza.

A defesa do Moreirense permitia ao adversário entrar na área, mas depois ia resolvendo, como podia, o problema, a que ajudou alguma falta de pontaria adversária.

A partir da meia hora de jogo, o Moreirense cresceu na partida e beneficiou também de alguma permissividade da defesa gilista. Aos 38 minutos, Ghilas teve a possibilidade de marcar. Na sequência de um livre marcado do lado esquerdo, a bola a chegar a Wagner, que foi logo rodeado pelos adversários, mas ainda conseguiu colocar em Ghilas, que estava sozinho no lado esquerdo, mas o remate saiu-lhe ao lado, ainda perto do poste da baliza de Adriano.

Logo de seguida Pintassilgo e depois Ghilas, voltaram a tentar o golo, mas sem sucesso. Acabando por se justificar o empate a zero que o marcador assinalava no final da primeira parte.

Na segunda parte, o Moreirense foi obrigado a trocar de guarda-redes. Devido a uma lesão, Ricardo Andrade já nem voltou do intervalo. Augusto Inácio optou também por mexer no meio campo e fez entrar Belaid, que poucos minutos depois, fez um remate à baliza, mas com a bola a sair ao lado.

O Moreirense entrou melhor na segunda parte, já do lado do Gil Vicente, notava-se uma maior desconcentração, mais passes errados e jogo mais faltoso.

Paulo Alves mexeu na equipa, fez entrar Luís Martins, que, logo de seguida se isolou no corredor esquerdo e rematou cruzado, fazendo a bola passar paralela à baliza de Ricardo Ribeiro.

Logo a seguir, um grande desperdício de Hugo Vieira. Um excelente trabalho de Luís Carlos no meio campo, a colocar em Hugo Vieira do lado esquerdo que, de baliza aberta, rematou ligeiramente ao lado da baliza.

Luís Martins ainda fez uma bola passar perto do poste na conversão de um livre, na outra baliza, foi Kinkela, isolado, a desperdiçar. O tempo passava e a bola continuava a não querer entrar em nenhuma das balizas. E assim continuou, mesmo com Augusto Inácio a fazer entrar Kinkela e Paulo Alves a colocar Brito em jogo, o marcador não mexeu e ficou tudo igual na classificação, com ambas as equipas a marcarem passo na tentativa de recuperação.

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