segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Moreirense vs Beira-Mar - Análise


Segunda vitória consecutiva do Moreirense no campeonato, seis pontos em dois jogos, o que Augusto Inácio havia pedido, e apenas menos dois pontos nesta segunda volta do que em toda a primeira. Passando ao jogo em si, este foi um dos jogos mais equilibrados tanto em posse de bola como em ataques e remates. Ao contrário do que acontecia no passado em que o Moreirense dominava, criava e não marcava, e acabava por sofrer no primeiro remate que os adversários faziam à baliza. Agora aparentemente a sorte mudou de lado, o Moreirense marca quando tem de marcar, e não sofre quando o adversário tem essa possibilidade. No jogo com o Beira-Mar, há um momento marcante e decisivo, quando Ruben falha o penalty, essa oportunidade não concretizada galvanizou equipa e adeptos, afinal continuava tudo nas nossas mãos. O jogo era de domínio repartido, ora dominava o Beira-Mar ora dominava o Moreirense. Com as condições atmosféricas desfavoráveis para a bola rolar no chão, vimos um jogo muito directo muita bola no ar e muito jogo físico. O Moreirense em desvantagem numérica no meio-campo, Vinícius mais fixo à frente da defesa, permitiam ao Beira-Mar ter mais bola e dominar mais o jogo contudo sem nunca conseguir criar perigo na baliza adversária. Ghilas muito desacompanhado na frente, lutava contra o mundo, mas nem por isso deixava de sair por cima, a defesa visitante era lenta e passiva e a velocidade de Ghilas era a arma mais forte do ataque do Moreirense, que desgastava os adversários com o seu poder físico. No meio campo ia-se sobressaindo o nome de sempre, o capitão Filipe Gonçalves, sempre muito combativo, muito tranquilo e uma voz de comando ia guiando a equipa na defesa e no ataque. Foi dele que saiu a melhor oportunidade do Moreirense na primeira-parte. Mesmo em cima do intervalo, o capitão correu meio campo, muito veloz assistiu superiormente Wagner que complicou e não teve o discernimento necessário para finalizar ou passar ao lado que tinha um colega sozinho e era só encostar. O lance deu canto e na sequencia dele, no meio de alguma confusão, o reforço de inverno Aníbal Capela fez o golo que dava a vantagem ao Moreirense, durante os festejos o árbitro apitou para o intervalo, o golo que surgiu na melhor altura. O treinador já devia ter o discurso preparado, mas sendo assim foi obrigado a muda-lo, passando a um discurso mais do controlo e de posse na segunda-parte.

A segunda parte começou com o Moreirense na expectativa, esperando pelo adversário, para poder matar em contra-ataque. A primeira oportunidade pertenceu aos visitantes por Yazalde, remate forte para boa defesa de Ricardo Andrade. Depois disso começou o espectáculo Nabil Ghilas, está aqui um jogador que me arrisco a dizer de Nível Mundial. Jogador para outros voos, para equipas que lutem por títulos, ontem provou mais uma vez que é letal, agora, em frente à baliza. Nos seus dois golos arrastou toda a defesa atrás de si, no primeiro golo, em frente a Rui Rego, atirou colocado de pé esquerdo para o golo. O golo da tranquilidade estava feito, agora era gerir e tentar em contra-ataque matar o jogo. O Moreirense depois disso não acusou o último lugar e controlou até ao fim o jogo. Após um corte da defesa a bola sobrevoa para o meio campo contrario, sobra para o explosivo Ghilas que isolado e com toda a tranquilidade passa pelo guarda-redes e remata para o golo. Explodiu de alegria a bancada, a vitória já não fugia e voltamos de novo à luta pela permanência. O momento actual tem de ser união, esforço e crença que vamos sair de onde estamos agora. A equipa estava cada vez mais galvanizada e as coisas saem com muito mais naturalidade agora. Temos de aproveitar o momento de grande confiança e moral, e tirar partido das duas derrotas consecutivas que o Vitória de Guimarães teve e tentar enervá-los ao máximo para que nos facilitem as coisas. É preciso união agora entre equipa e adeptos, e acho que isso já foi conseguido, com isso trabalhar e lutar que no fim sairemos felizes do campeonato.