segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Moreirense vs Gil Vicente - Análise


Jogo muito aquém das expectativas por parte do Moreirense. A pressão aparentemente foi causada em demasia, tendo em conta o início do jogo, visto que a equipa entrou muito mal e foi muito difícil encontrar-se as linhas tácticas durante o encontro. O principal factor desse aspecto foi a fraca produção do meio campo, a pouca produtividade atacante deve-se muito a isso, raramente houve interligação entre a linha intermediaria e a ofensiva. Passes feitos muito à queima, feitos com muita pressa e pouco pensados, os visitantes interceptavam a bola muito facilmente e muito dificilmente saía um que permitisse aos extremos ganhar espaço para cruzar ou driblar. O sector mais em destaque foi a defesa, nunca dando espaço à velocidade dos avançados do Gil Vicente. Então Aníbal Capela, para mim o melhor em campo, esteve imperial, nunca deu espaço a Hugo Vieira e ganhou todas as divididas que teve com ele. Ofensivamente os visitantes criavam pouco perigo, e o Moreirense atacava sempre com bolas bombeadas e não conseguia circular a bola entre si à espera que a defesa abrisse espaço, notava-se querer nos jogadores, mas as coisas não saiam e com o passar do tempo foi piorando devido ao peso do último lugar. A pressão foi nitidamente notória e clara como a água, quando Ghilas ganha um ressalto e completamente sozinho e com todo o tempo do mundo atira de primeira muito ao lado, nesse lance notou-se claramente que a pressão estava a tomar conta da equipa. Com isso tudo, o meio-campo barcelense era mais povoado que o do Moreirense, e normalmente a luta a meio campo era ganho pelos visitantes, com Filipe Gonçalves e Vinicius abaixo do normal, as coisas ainda pioram. O elo de ligação entre o meio-campo e o ataque, o médio ofensivo, não estava a conseguir pegar no jogo e tranquilizar a equipa, coisa que Fábio Espinho faz e muito bem, temos sentido e muito a falta dele, mas a justificação não é essa. Pedia-se mexidas no meio-campo, era preciso alguém criativo e corajoso o suficiente para pegar na bola, transporta-la e coloca-la jogável numa ala. Isso aconteceu início do segundo tempo.

Com a entrada de Belaid, para o lugar de Renatinho, a equipa ganhou mais poder de posse bola, mais técnica e mais qualidade de passe. A equipa sentiu logo melhorias, durante dez minutos o Moreirense encostou a adversário lá trás e criou algum perigo. Wagner sempre muito activo era o melhor a nível ofensivo da equipa. Era ele que tentava desequilibrar, mas nunca conseguiu criar um lance nítido de golo. A equipa com Jorge Casquilha era uma equipa mais pressionante e que ia para cima do adversário, agora é uma equipa que espera mais pelo adversário, não tem tanta pressão sufocante como era com o antigo treinador. O desgaste na segunda-parte não é tão notório como era, mas também é um estilo mais de espectativa e que muitas vezes leva a equipa adversária a galvanizar-se. Contudo não foi isso que aconteceu, o Gil Vicente, à excepção dum contra-ataque rapidíssimo que levou a bola ao poste, foi totalmente inofensivo no ataque, usava muita bola longa nas costas dos defesas à procura da velocidade de Hugo Vieira que praticamente não existiu devido a forte marcação de Capela. Com o seu treinador no banco a aconselhar várias vezes calma ao seu guarda-redes, o anti-jogo a certa parte do jogo foi algo inacreditável e abusivo, sempre com a permissão do árbitro. Se o Gil Vicente era inofensivo a nível atacante também o Moreirense ia criando pouco perigo. Com a entrada de Kinkela a equipa ganhou velocidade e alguma imprevisibilidade, mas nem assim a equipa criou perigo digno de registo. Apenas já na parte final o próprio Kinkela conseguiu a finalização mas muito em esforço e saiu muito por cima.

Resumindo perdeu-se, mais uma, grande oportunidade de dar um salto, encostar ao Gil Vicente e respirar um pouco melhor. Agora é obrigatório buscar pontos fora e em casa ganhar os jogo praticamente todos para conseguir a manutenção.