domingo, 3 de fevereiro de 2013

Nacional-Moreirense, 1-2 (crónica)


Augusto Inácio estreou-se a vencer, por 2-1, no papel de realizador ao serviço do Moreirense, assinando a primeira vitória fora da temporada. Os três pontos alcançados no Estádio da Madeira permitem à equipa de Moreira de Cónegos ganhar fôlego na luta pela despromoção.

Já o Nacional perdeu uma boa ocasião para se colar aos lugares europeus uma semana antes de receber o Benfica.

Suportado pelo efeito mágico da entrada de Augusto Inácio, o Moreirense partiu confiante para o embate com os madeirenses e, contrariamente ao que se pudesse pensar, não se limitaram a ligar à marcha-atrás. Os primeiros avisos foram, inclusivamente, dos homens de Moreira de Cónegos, com os extremos Pintassilgo (6m) e Pablo Olivera (9m) a serem os primeiros as avistar a baliza de Gottardi.

Confira a ficha de jogo e as notas dos jogadores

Seria impossível, pelos primeiros minutos, pensar que o Moreirense era o último classificado, com apenas oito pontos em 16 partidas. Não é, por isso, totalmente descabido atribuir a Augusto Inácio o papel de «Houdini» que, com poucos dias de trabalho, foi capaz de operar magia.

Com o passar dos minutos, o jogo evoluiu para um patamar físico considerável, facilitando a estratégia visitante suportada por pilares de envergadura assinável: Vinícus, Renatinho e Ghilas. A resposta do Nacional, ainda que tímida, surgiu na sequência de lances de bola parada, com Mexer (13m)a dar o primeiro sinal de perigo.

Ainda assim, fora das trincheiras, leia-se meio campo, havia espaço para os «baixinhos» aparecerem no jogo. Foi o que fez Pintassilgo (28m) e, principalmente, Diego Barcelos (29m)com uma jogada fantástica que só não deu golo porque Ricardo Andrade fechou a porta da baliza ao criativo brasileiro do Nacional da Madeira.

Recorde como foi o jogo ao minuto

Mais perto do intervalo, a dinâmica alterou-se e o Nacional mudou-se de armas e bagagens para a o reduto visitante, sem, no entanto, grandes sobressaltos na arrumada casa do Moreirense. A única excepção voltou a ter como protagonista Diego Barcelos (36m), mas a finalização à Romário (de bico) saiu fraca e à figura do guarda-redes brasileiro.

No entanto, já em período de descontos voltaram os efeitos especiais ao filme: Ghilas (46m) assumiu-se como protagonista, ganhou a bola, passou pelos dois centrais do Nacional e, na cara de Gottardi, deu o primeiro golpe mortal na equipa comanda por Manuel Machado.

Marcar com classe e trincar a lingua a defender

Manuel Machado tentou mudar o final do filme com a introdução de dois novos actores, Revson e Mateus, mas a tendência mantinha-se e o efeito trágico acentuou-se quando Ghilas passou por toda a gente e ofereceu o golo a Renatinho (46m) que, com uma finalização de calcanhar, aumentou a vantagem do Moreirense.

O elenco alvinegro sentiu o golo e Manuel Machado voltou a sentir a necessidade de intervir: lançou Jotsa e, em abono da verdade, a equipa melhorou processos. Tanto que poucos minutos depois acabaria por reduzir num lance às três tabelas com uma traição do capitão Filipe Gonçalves a recolocar os madeirenses de volta na discussão do resultado (67m).

O efeito mágico mudou-se para os alvinegros que tiveram várias oportunidades para empatar, altura em que o ilusionista Diego Barcellos (70m) voltou a aparecer, mas sem pontaria. Seguiram-se Rondon (72m) e Mateus (75m), mas a muralha minhota parecia à prova de bala.

Assim sendo, o Moreirense estreou-se a vencer fora de casa em jogos para a Liga, repetindo o triunfo da primeira volta sobre o Nacional da Madeira, o que permite ganhar folgo na luta pela fuga à despromoção. Aliás, os dois triunfos que os minhotos amealharam na Liga foram, precisamente, face aos madeirenses. Um adversário simpático para os cónegos.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/nacional/nacional-moreirense-liga-resultado-final-resultados-cronica/1416220-1465.html"