terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

“Vi logo que só podia marcar de letra”

Renatinho fez golo em habilidade

“De letra”. É a expressão que Renatinho usa para definir o golo com que garantiu a segunda vitória dos cónegos na época, de novo diante do Nacional, recusando a definição portuguesa “golo de calcanhar”.
“Quando o cruzamento saiu senti que ia ser golo. Estava ligeiramente adiantado e sabia que só de letra podia marcar, e deu tudo certo”, explicou o jovem brasileiro, acrescentando, todavia, que “mais importante foram os três pontos”.
Natural de Caieiras, S. Paulo, Renato Augusto Santos Júnior, de 21 anos, completados em janeiro, passou anos a jogar futebol numa “quadra” em frente à sua casa até despertar a atenção do Grémio de Porto Alegre, Barueri, Santo André, Matonense e Palmeiras, clube em que completou a formação, acabando emprestado até ao final da época ao Moreirense, depois de, pouco tempo antes, ter recusado sair para o Braga B. Filho único, o centrocampista sente imensas saudades dos pais, que atenua através da internet e do telefone, mas sente-se feliz na Europa e tem o desejo de chegar a um clube que lhe proporcione condições para trazer a família para perto de si. E, essencialmente – o pai é guarda de um campo municipal –, livrar a sua mãe das funções de empregada doméstica.
Renatinho deixou cedo o Brasil, mas fê-lo com objectivos bem definidos: jogar num clube grande da Europa, tornar-se um futebolista conhecido e chegar à seleção canarinha.

in "http://cimojogo.newspaperdirect.com/epaper/viewer.aspx"