domingo, 17 de março de 2013

A sorte protege os audazes


Duas equipas a precisar rapidamente de marcar pontos para cumprir os seus objetivos (o Rio Ave luta pela Europa e o Moreirense pela manutenção), entraram em campo com posturas diferentes. A sorte, que faz também parte do jogo, protegeu os audazes, num jogo que terminou muito feio.

Apesar de estar a jogar fora, a equipa de Augusto Inácio surgiu mais atrevida e não deu descanso a Oblak nos primeiros 20 minutos de jogo. A jogar a favor do vento forte, e tendo beneficiado de vários cantos, que Fábio Espinho bateu para a área, os homens de Moreira de Cónegos pregaram alguns sustos à defesa vilacondense.

Aos 5 minutos, um remate de cabeça de Vinicus obrigou Ukra a cortar quase em cima da linha de golo. Aos 15 minutos foi Filipe Gonçalves pelo corredor central a colocar para a desmarcação de Kinkela, que só tinha Oblak pela frente. E esteve bem o guarda-redes do Rio Ave a chegar a tempo de impedir o remate mesmo no limite. Dois minutos depois, Fábio Espinho, na cobrança de um livre, a bater para a área e Filipe Gonçalves a cabecear, mas a bola a passar ligeiramente por cima da baliza.

Ricardo Andrade não deixou passar nada

O Rio Ave, que começou mais fechado e cauteloso, cresceu no jogo a partir dos 20 minutos, mas deparou-se com um Moreirense que defendia muito bem e com (quase) todos os jogadores. Ainda assim, também chegou algumas vezes com perigo à baliza.

Aos 30 minutos, a bola foi colocada Diego Lopes que estava numa excelente posição, mas rematou muito torto, fazendo a bola a sair ao lado da baliza. Aos 39 minutos, Braga fez o remate para uma defesa segura de Ricardo Andrade e já quase em cima do intervalo, aos 43 minutos, um remate fortíssimo de Diego Lopes fez o guardião do Moreirense mostrar que tem reflexos rápidos.

O empate ao intervalo fazia justiça ao jogo, mas acabava por não servir bem os propósitos de nenhuma das equipas, embora obviamente, penalizasse mais o Rio Ave, que estava a jogar em casa. Ambas as equipas construiram boas jogadas de ataque, mas pecaram no momento da finalização.

Mas a segunda parte não trouxe grandes alterações nessa área. Primeiro foi o Rio Ave que esteve muito perto, mas não encontrou o caminho do golo. Aos 54 minutos, na sequência de um livre, Rodriguez a subir até à baliza e, com Ricardo Andrade já batido, cabeceou por cima. Depois, novamente o Rio Ave, por Tarantini, num remate fortíssimo de longe, e mais uma excelente defesa de Ricardo Andrade.

O tempo passava e as situações de perigo, assim como o ritmo do jogo, iam diminuindo. Na bancada, os adeptos do Rio Ave já não disfarçavam a impaciência e o desagrado, e em campo, isso também se sentia. O jogo tornou-se mais monótono, com jogadas inconsequentes.

O momento em que o jogo mudou

E aos 73 minutos, Filipe Gonçalves fez o golo que gelou as bancadas vilacondeses. A equipa visitante, não estava conformada em levar apenas um golo e saí em contra-ataque sempre que podia. Num lance rápido, Ghilas levou a bola até à linha de fundo, centrou para Pablo Olivera que estava na área, mas cujo remate não seguiu o caminho do golo, e, decidido, o capitão do moreirense fez a recarga, com um remate seguro para o fundo da baliza de Oblak.

Depois do golo os ânimos aqueceram e os últimos minutos foram um desfilar de cartões. André Villas Boas nem saiu do banco e viu cartão vermelho por palavras ao árbitro. Logo de seguida, foi a vez de Pablo Olivera ver o mesmo cartão por agressão a Tarantini.

Ao apito do árbitro, os adeptos do Rio Ave tiraram do bolso os lenços brancos e brindaram o treinador com apupos e gritos de «vai embora», perante mais uma derrota em casa. O Moreirense saiu em festa porque conseguiu o objetivo e passa para cima da linha de água.

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