domingo, 3 de março de 2013

Marítimo-Moreirense, 1-1 (crónica)


O Marítimo não conseguiu manter a sequência de vitórias e empatou a uma bola com o Moreirense, desperdiçando uma oportunidade de ouro para se aproximar (ou até mesmo entrar) nos lugares de acesso à Europa. Já os cónegos somaram um importante ponto na Madeira, onde já tinham sido felizes.

A primeira parte do jogo foi aquilo que antes de ser já era. O Marítimo, embalado por três vitórias consecutivas, assumiu a posse de bola desde o apito inicial. Do outro lado, Augusto Inácio reconheceu a superioridade dos insulares, expressa pela diferença pontual cravada na tabela classificativa, e, sem problemas, entregou a iniciativa aos madeirenses com o intuito de aproveitar um erro na construção verde-rubra para lançar o ataque rápido.

No entanto nenhuma das equipas conseguiu ser eficaz nos seus intentos. O Marítimo, de facto, dominou o índice de posse de bola, mas devido ao bloco baixo dos cónegos, ao que se soma a ausência de velocidade e de referências na área, nunca conseguiu criar embaraços para o guarda-redes do Moreirense.

Aliás, a única intervenção de Ricardo Ribeiro, durante toda a primeira parte, resultou de um remate de meia distância de Rúben Ferreira (17m). De resto, as iniciativas ofensivas do madeirenses acabavam sempre por não serem enquadradas com a baliza.

Ainda assim, os lances mais perigosos sairam dos pés de Danilo Dias (7m), naquela que foi a melhor ocasião dos maritimistas durante a primeira parte, e de Sami, numa jogada individual que terminou com um remate à entrada da área.

O Moreirense, em abono da verdade, também não conseguiu acertar com a baliza de Salin, mas ainda assim o francês apanhou um susto quando Kinkela, no coração da área, rematou perto do poste esquerdo da baliza do insular (19m).

De resto, o Moreirense tentou sempre sair longo, invariavelmente mal, tentando aproveitar a qualidade de Ghilas, enquanto o Marítimo, face à dificuldade que tinha em furar a cortina defensiva montada por Augusto Inácio, optou por uma nova fórmula: remates de meia distância. Ainda assim, igualmente sem grandes calafrios para o último reduto visitante.

Dois golos no espaço de um minuto

Pedro Martins resistiu sensivelmente dez minutos até lançar Suk em campo, num dos raros períodos em que o Moreirense conseguiu passar algum tempo no meio campo insular e do qual resultou um remate de Pintassilgo (51m), que obrigou Salin a fazer a primeira intervenção no jogo.

O Marítimo respondeu, através de um cabeceamento de Sami, mas o remate saiu ao lado. Foi a última acção no jogo do guineense, que acabou por dar lugar a Suk. Poucos minutos depois o técnico insular ia dando indícios de que queria mais acutilância ofensiva da sua equipa, e lançou Kukula para abanar ainda mais com o jogo.

Curiosamente, pouco depois de apostar no ataque o Marítimo viu-se em alerta vermelho quando o Moreirense marcou num remate do meio da rua de Filipe Gonçalves (67m). No entanto a equipa insular respondeu na jogada imediatamente a seguir e Kukula, no coração da área, aproveitou um mau posicionamento da defensiva visitante para restabelecer a igualdade (68m).

Após o golo os madeirenses cresceram efectivamente no jogo e podiam, inclusivamente, ter chegado à vantagem, mas nem Olberdam (71m), de cabeça, nem Kukula (73m), isolado, nem Heldon (90), de livre direto, conseguiram manter o Marítimo na rota das vitórias.

Apesar do maior volume de jogo contrário o Moreirense também teve o seu momento para ser feliz, quando Ghilas (77m) arrancou de meio campo, ganhou a toda a defensiva maritimista, mas na cara de Salin permitiu a intervenção ao guardião francês.

No relatório e contas final, o Marítimo acaba por perder dois pontos na luta por uma qualificação europeia, enquanto, do outro lado, o Moreirense amealhou mais um precioso ponto na fuga à despromoção.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/maritimo/maritimo-moreirense-liga-cronica-maisfutebol/1425587-1461.html"