domingo, 31 de março de 2013

Moreirense vs Estoril - Análise


Inacreditável! Mais uma vez o Moreirense deixou fugir 2 pontos no último segundo do jogo. Se somássemos os pontos que já perdemos no último minuto, a esta hora estávamos a festejar a manutenção, agora tudo se complica e muito, basta olhar para o calendário. De resto entrada em grande da equipa da casa, com um golo logo a abrir, por Ghilas que volta assim aos golos. Os primeiros 20/25 minutos até foram interessantes, com a equipa a jogar bem a pressionar alto, e a não deixar o Estoril jogar. Contudo nos últimos vinte minutos da primeira-parte, a equipa começou a recuar muito, como tem feito ultimamente, e entregou o domínio ao adversário. O Estoril, obviamente aproveitou a situação e foi criando perigo, perante a linha média e defensiva bem juntas à espera que o jogo chegasse lá. Com uma frente de ataque fortíssima, embora sem ponta de lança fixo, a mobilidade de Carlitos e principalmente de Luís Leal e Licá, parecia que o Moreirense estava a expor-se demasiado e a brincar com o fogo. Numa falha de marcação, Licá atirou fortíssimo ao poste, na melhor oportunidade dos visitantes na primeira parte.

O posicionamento defensivo da equipa ainda se intensificou mais no segundo tempo, claramente a equipa tentava matar o jogo em contra-ataque, mas contra-ataque sem poder de fogo e velocidade não é contra-ataque e foi isso que vimos durante a segunda-parte toda. Durante o que faltava jogar no jogo, a bola era aliviada para o meio campo contrário, a bola era dada sucessivamente ao adversário, ninguém conseguia pegar no jogo, transportar a bola e criar desequilíbrios na defensiva contrária. O jogo era só de um sentido, e como diz o ditado “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, essa é a nossa cina deste ano, pomo-nos a jeito de isso acontecer e acontece mesmo, até podia não acontecer, mas acaba sempre por se suceder o que menos queremos, podemo-nos queixar da sorte, mas temos é de nós queixar especialmente de nós próprios. Não conseguimos criar um lance de verdadeiro perigo, apenas lances esporádicos,  muito confusos, e sempre com uma fraca finalização. O final do jogo foi uma sucessão de acontecimentos inacreditáveis e inexplicáveis. A começar pelo tempo de compensação, 7 minutos num jogo em que ninguém desmaiou ninguém foi levado para o hospital nem nada disso. Segundo ponto, expulsão de Steven Vitória quando faltava um minuto para o jogo acabar, para ver se tapava os olhos, tendo em conta a péssima arbitragem do árbitro. Terceiro ponto, o golo sofrido, um livre a meio campo dar em golo, não pode nunca dar em golo principalmente da maneira que foi, péssima saída do guarda-redes, não soca a bola e o ressalta sobrou para um adversário e que fez o golo. E o mais estranho é que a bola nem chegou a ir ao meio campo para se recomeçar o jogo, acabou de imediato o encontro, fica a questão no ar, antes de a falta ser feita o jogo não podia já estar finalizado?

Até podemos ter merecido o empate, mas quando vemos os responsáveis dos maiores clubes portugueses, sucessivamente a queixarem do árbitro, porque é que nós também não fazemos isso. Já são muitos jogos com os erros não só da equipa, mas também das várias equipas de arbitragem que fazem os nossos jogos. Agora tudo se complica, mas temos de acreditar mesmo assim.