sábado, 22 de novembro de 2014

Benfica-Moreirense, 4-1 (destaques)



Momento: Salvio acaba com dúvidas 
O Benfica tinha entrado no jogo de forma demolidora, mas o golo do Moreirense tinha deixado dúvidas. A equipa de Jorge Jesus estava determinada a ter um jogo tranquilo antes do regresso à Champions e Salvio fez questão de detonar as últimas esperanças da equipa de Moreira de Cónegos que procurava reentrar no jogo com um segundo golo. Tal como tinha feito muitas vezes na primeira parte, o endiabrado argentino arrancou da direita para a zona central, combinou com Derley a meio do caminho e assinou o segunda noite, o quarto do Benfica. O jogo acabou definitivamente neste lance. 

Figura: um Salvio de palmas 
Noite mágica de Salvio que está em três dos quatro golos do Benfica. Abriu caminho para o primeiro, logo aos três minutos, com uma espetacular arrancada pela direita, para depois servir Jonas com um passe atrasado. Depois marcou o terceiro, num lance muito parecido com o primeiro, mas com o avançado brasileiro a devolver a mordomia. Já na segunda parte, matou o jogo, depois de mais uma investida e uma sensacional combinação com Derley. Pelo meio ficaram outros lances de encher o olho que lhe permitiram deixar o relvado, aos 59 minutos, sob uma estrondosa salva de palmas. 

Outros destaques: 

Jonas 
É o senhor eficácia. Na primeira vez que tocou na bola, meteu-a ao ângulo para o primeiro golo da noite. Depois serviu Salvio para o segundo e marcou o terceiro num dos lances mais bonitos da noite. Destaque para o pormenor de luxo, a tirar um adversa´rio da frente, antes do remate. Como não pode jogar na Liga dos Campeões, continuou a brilhar até ao fim, sempre com um jogo simples, mas extremamente eficaz. 

Derley 
Não marcou, mas não deixou de estar sempre em primeiro plano, a servir de intermediário nos lances dos golos, com um inusitado recurso ao calcanhar para desbravar caminho. Muito bem no primeiro golo, ainda melhor no quarto, com uma assistência perfeita para Salvio matar o jogo. 

Gaitán 
bastaram 45 minutos e um lance de génio para deixar a sua marca no jogo. Foi no lance do segundo golo em que combinou com Jonas, depois com Derley, sempre em progressão, antes de voltar a servir o brasileiro. Saiu ao intervalo, para descansar para São Petersburgo, o que fez sentido, uma vez que já tinha jogado na terça-feira pela seleção, frente a Portugal. 

João Pedro 
O mais irreverente dos jogadores do Moreirense, o único que conseguia ganhar terreno com a bola nos pés, surgindo em todas as frentes, quer na zona central, quer nas alas. Foi ele que marcou o livre que permitiu ao Moreirense reduzir e ainda acreditar que era possível. Acabou por sair esgotado já perto do final.