domingo, 14 de dezembro de 2014

Sporting-Moreirense, 1-1 (destaques)



A figura: Cardozo
Durante vários anos foi Óscar Cardozo que andou a assombrar Alvalade, palco onde marcou seis golos com a camisola do Benfica. Tacuara mudou-se entretanto para a Turquia, mas o apelido continua a dar dores de cabeça ao Sporting. Ramon, o Cardozo do Moreirense, também paraguaio, até acabou por ser expulso nos descontos, mas voltou a vincar este apelido no covil do leão.

Positivo: os laterais do Moreirense, mas sobretudo Paulinho
Bela exibição dos laterais do Moreirense, a controlar aquela que é a principal arma do Sporting, que é o jogo exterior. Paulinho e Elízio merecem nota positiva, mas sobretudo o primeiro, o lateral direito, que não só saiu vencedor do duelo com Carrillo como ainda apareceu com perigo no ataque. Logo aos 57 segundos de jogo tirou um cruzamento muito perigoso, para Arsénio, e ao cair do pano dispôs de uma excelente ocasião para marcar, em contra-ataque, mas rematou em esforço e falhou o alvo.

Negativo: Carlos Mané
Recuperado para a titularidade, depois da aposta em Capel para o jogo com o Chelsea, o jovem extremo realizou uma exibição fraca. Mais do que a falta de química com Miguel Lopes ficou evidente a desinspiração, patente em todas as intervenções. Nunca conseguiu passar por Elízio.

Outros destaques:

Carrillo
O peruano acabou por perder o duelo com Paulinho, conforme já referido, mas ainda assim foi o melhor elemento do Sporting. O que, por si só, também diz muito sobre a exibição coletiva leonina. «La Culebra» tentou agitar o jogo, e teve duas ocasiões para marcar, mas se na primeira falhou o alvo por pouco, e a ocasião não era tão clara, no segundo caso tinha condições para fazer melhor.

Filipe Melo
Parte do segredo da organização do Moreirense está relacionada com o meio-campo, como é natural. Um tridente que apresentou em Alvalade a coesão habitual, mas com destaque para Filipe Melo, muito influente na forma como vigiou Montero, evitando que o colombiano criasse desequilíbrios entre linhas.

Arsénio
Tão irrequieto que Miguel Lopes pouco conseguiu subir no terreno. Logo aos 57 segundos esteve perto do golo, um cabeceamento defendido por Rui Patrício, junto ao poste. Sempre muito ativo no lado esquerdo, o extremo fez depois o cruzamento para o golo de Cardozo.