sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

«Há mais pessoas no meu condomínio de São Paulo do que em Mor. Cónegos»



Aos 34 anos, Danielson faz «uma das melhores épocas» da carreira. Poupado pelas lesões - «só tive três em 12 anos» -, o defesa central é um dos totalistas do campeonato e nome incontornável na defesa do Moreirense. 

«Fiz dois anos ótimos no Paços Ferreira e mais dois no Nacional. Agora estou a conseguir repetir esse nível», diz o defesa ao Maisfutebol. 

Danielson chegou em 2003 a Portugal, para jogar no Rio Ave. Fez cinco temporadas em Vila do Conde, experimentou a Rússia (Khimki) e o Chipre (Omonia), e voltou para a sua segunda casa: Portugal. 

Muralha cónega tem três totalistas e é a sexta melhor da Liga 

«Ainda não penso em deixar o futebol. Sinto-me bem, adoro viver em Vila do Conde, onde tenho moradia, e provavelmente ficarei por cá depois de encerrar a minha carreira». 

Nascido em São Paulo, Danielson habituou-se bem cedo à confusão, às multidões, aos estádios com muita gente. A idade acalmou-o, o contexto atual fez o resto. 

«Veja bem, no meu condomínio em São Paulo mora mais gente do que na vila de Moreira de Cónegos. São realidades radicalmente opostas, mas aprendi a gostar disto». 

Danielson concordo que o Moreirense é o clube «de menor dimensão» que já representou em Portugal, por comparação com Rio Ave, Nacional, Paços e Gil Vicente, mas enche de elogios a organização cónega. 

«Por ser familiar é mais organizado, as contas estão sempre direitinhas, não nos falta nada e somos muito acarinhados. Temos todas as condições para render bem dentro do relvado».