domingo, 4 de janeiro de 2015

V. Setúbal-Moreirense, 2-1 (crónica)


Balão de oxigénio para o Vitória de Setúbal que tinha fechado 2014 com cinco derrotas consecutivas e esta tarde esteve muito perto de somar a sexta depois de ter chegado ao intervalo a perder. Um autogolo do Moreirense permitiu recuperar a autoestima a tempo de ainda ir buscar uma preciosa vitória que, para já, deve segurar Domingos Paciência. Mas os problemas estão longe de estar resolvidos no Bonfim.

Confira a FICHA DO JOGO

Domingos Paciência bem tentou anunciar o início de um novo ciclo em 2015 depois do Vitória ter fechado o ano numa espiral negativa, mas a verdade é que a equipa não assumiu uma nova atitude e entrou em campo sobre brasas, a transpirar falta de confiança por todos os poros. O Moreirense, bem mais confiante, entrou em campo com uma defesa alta que acentuou ainda mais as fragilidades do adversário que, a jogar sobre, brasas, cometia erros atrás de erros. Os adeptos nas bancadas também não ajudavam, reagindo, como é hábito no Bonfim, com impaciência a todas as falhas.

A bola queimava nos pés dos jogadores sadinos que insistiam nos passes longos para um meio-campo vazio, com um Moreirense, como já dissemos, com uma linha defensiva bem perto do meio-campo. Maus atrasos para o guarda-redes, bolas que fugiam pela linha lateral, a equipa de Domingos não conseguia fazer dois passes seguidos. Perante este quadro, o Moreirense, que numa primeira fase até tentou assumir as rédeas do jogo, limitou-se a esperar que o adversário se derrotasse a si próprio o que acabou por acontecer, já perto do intervalo, na sequência de um livre de João Pedro da esquerda, com Frederico Venâncio, junto ao primeiro poste, a desviar para as próprias redes.

Antes disso, Lupeta tinha falhado uma oportunidade soberana, com um pontapé na atmosfera na área e, logo depois do golo, Miguel Pedro fez os adeptos perder definitivamente a paciência quando, depois de um passe atrasado de Lupeta atirou por cima da barra. Um pesadelo para a equipa sadina que recolhia aos balneários ao som de assobios.

Novo autogolo muda tudo

A segunda parte não trouxe novidades, mas o Vitória recuperou boa parte da confiança da forma mais improvável. Um novo autogolo, agora nas redes do Moreirense, num lance desenhado por Zequinha. O extremo combinou com Paulo Tavares, ganhou a linha de fundo e cruzou tenso na direção de Lupeta. Marcelo Oliveira antecipou-se e desviou para as próprias redes.

Um presente caído do céu que permitiu elevar os índices de confiança do Vitória que, nos instantes seguintes, teve oportunidades flagrantes para virar o resultado, com Zequinha a dar dinâmica ao flanco direito, mas com Luoeta muito perdulário no coração da área.

O Moreirense, por seu lado, já estava a fazer jus às palavras do seu treinador que, na antevisão do jogo, tinha dito que o «o mais importante era não perder». Seguiu-se a dança das substituições a conta-gotas a provocar constantes interrupções e a levar o jogo, num ápice, para os últimos instantes. Já com um ritmo muito baixo, o Vitória acabou por dar a volta ao resultado com um passe em profundidade de João Schmidt, com Diego Maurício a deixar a bola à disposição de Pelkas que atirou a contar. O Bonfim, depois de uma tarde com muitos insultos, explodia em festa.

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