sábado, 7 de fevereiro de 2015

Moreirense-FC Porto, 0-2 (destaques)


Figura: Jackson Martinez 
Letal, como é costume. À primeira oportunidade bateu Marafona e cimentou o seu estatuto de melhor marcador da Liga. Soube esperar pela oportunidade, quase que alheado do jogo e sem se mostrar. Na hora certa lá arranjou espaço para entrar na área e abrir caminho ao triunfo azul e branco. Número redondo; golo 5000 dos dragões no principal campeonato português ao ritmo Cha Cha Cha do capitão portista. 
  
Momento: Herrera ultrapassa barreira cónega pela segunda vez (60’) 
Esférico novamente nos pés de Héctor Herrera, o mexicano dá-lhe uma vez mais o melhor trato e ultrapassa o último reduto do Moreirense. Cruzamento teleguiado da esquerda para Casemiro confirmar o golo e o triunfo do dragão no Minho. Grande parte do mérito é de Herrera, que pela segunda vez no encontro arranjou maneira de contornar a defesa montada por Miguel Leal.      
  
Negativo: duas baixas por lesão em meia hora 
As limitações de Miguel Leal já eram muitas, que teve reformular todo meio campo e mexer ainda em dois elementos da defesa. O ataque era o único setor que se mantinha imaculado às várias baixas na equipa do Moreirense, mas o cenário mudou de figura logo aos três minutos. Cardozo ficou agarrado ao joelho na sequência de um lance com Quaresma e teve que ser substituído. Passada meia hora, foi André Marques a sair do relvado em maca obrigando o técnico dos cónegos a operar nova substituição forçada na sua equipa. 

OUTROS DESTAQUES:

Herrera 
Pés de veludo no setor intermediário do FC Porto, a fazer duas assistências para golo. Descobriu Jackson no lance do golo azul e branco, num pormenor delicioso. Não conseguindo derrubar a muralha defensiva do Moreirense, o mexicano arranjou maneira de ultrapassá-la com um passe subtil por cima dos homens que trajaram com o xadrez verde e branco. 
  
Danielson 
No meio da razia, o defesa central brasileiro terminou o encontro como um dos únicos sobreviventes da equipa tipo do Moreirense da primeira volta. Assume-se como a principal referência da equipa de Miguel Leal, sendo a voz de comando dos cónegos. Foi aguentando como pôde o caudal ofensivo dos dragões. 

Quaresma 
Tentou uma das suas trivelas logo num dos primeiros lances do encontro. O esférico não passou muito distante da baliza do Moreirense. O público gostou e aplaudiu. Pouco tempo depois, fez estremecer o travessão de Marafona. De pontapé de canto, o camisola 7 dos dragões quase enviava a bola diretamente para a baliza, vendo a barra devolver-lhe o esférico. Caiu de rendimento com o evoluir do cronómetro, mas foi importante na fase inicial do encontro, em que o Moreirense ia mantendo o jogo compactado e sem espaço para grandes aventuras. 
  
João Pedro 
Principal unidade do ataque do Moreirense. Deu nas vistas essencialmente na movimentação das bolas paradas do conjunto vimaranense. Exibição com mais esforço do que propriamente inspiração. Esteve quase sempre muito sozinho e amordaçado entre os defensores portistas.