domingo, 31 de janeiro de 2016

Moreirense-Benfica, 1-4 (destaques)


FIGURA: Jonas 
Não teve um jogo propriamente brilhante, andou muitas vezes afastado dos terrenos que costuma pisar e travou duelos quezilentos com os adversários, mas quando a oportunidade surgiu o brasileiro lá apareceu para fazer o que melhor sabe: a diferença na área. Chegou às duas dezenas de golos na presente edição da Liga, reforçando o estatuto de melhor marcador do campeonato com o bis apontado em Moreira de Cónegos. Oportuno e letal no primeiro, classe no segundo a driblar Stefanovic e mais dois golos para a sua conta pessoal. Teve ainda tempo para servir Gaitán para o quarto das águias. Dois golos e uma assistência; produtividade máxima. 
  
MOMENTO: golo Mitroglou (43 minutos) 
Os encarnados jogavam a um ritmo mais baixo depois do início avassalador e da vantagem logo aos quinze minutos. A dois minutos do descanso os pupilos de Rui Vitória construíram o segundo, dando um soco no estômago de um Moreirense que tentava crescer. Renato Sanches convidou Eliseu a ir à linha de fundo, já em esforço o esquerdino cruzou para o coração da área onde Mitroglou finalizou com um bonito gesto técnico de primeira com o pé canhoto. Jogada tão bela quanto importante para o desfecho do encontro. 
  
NEGATIVO: buracos na defesa do Moreirense 
Jonas e Mitroglou tiveram mérito nas finalizações que levaram o Benfica a vencer por duas bolas a zero para o intervalo; é inegável. Mas não é menos verdade que os dois avançados encarnados tiveram espaço e tempo para tudo aparecendo livres de qualquer marcação em ambos os lances. As brechas que se abriram na defesa do Moreirense tiveram um contributo determinante para a derrota da equipa de Miguel Leal. 
  
OUTROS DESTAQUES 

Palhinha 
O principal pulmão do Moreirense, a percorrer todo o meio campo defensiva da equipa de Miguel Leal, destacando-se como a oposição mais vincada à construção de jogo dos encarnados. Fez inúmeros cortes, muitos deles providenciais, e com um quarto de hora de jogo disputado parecia estar sem fôlego; não era para menos. Incansável, gigante no miolo axadrezado.