domingo, 21 de agosto de 2016

Feirense-Moreirense, 0-3 (destaques)


FIGURA: Francisco Geraldes

O futebol é simples. Aliás, o futebol mais belo, dizem, é aquele que transborda simplicidade. Francisco Geraldes é um portento de simplicidade e classe. Olha-se e não se demora muito a perceber que há ali um talento imenso a explorar. Decisivo no futebol do Moreirense esta tarde. Inventou o lance do golo de Roberto e ainda deixou novamente o avançado na cara de Peçanha, com o tiro a ir à trave. Só na primeira parte. Na segunda, cobrou o canto que Marcelo Oliveira traduziu no 0-2 e fez ele próprio o terceiro, num remate colocado à entrada da área. Está feita a apresentação. E que luxo. Seja, então, bem vindo à Liga Francisco Geraldes.

O MOMENTO: um golo para a nota máxima

Minuto 81. Francisco Geraldes já era o homem do jogo, brilhava intensamente e roçava a nota máxima. Faltava-lhe o golo para ser perfeito. E chegou. Num remate seco, rasteiro, cruzado. Que Peçanha não conseguiu desviar o suficiente da baliza. Corolário perfeito para uma tarde de luxo.

OUTROS DESTAQUES

Roberto

Um desvio à ponta de lança a emendar o centro de Nildo colocou o Moreirense mais confortável no jogo. Mas Roberto é mais do que jogador de um toque só, como prova o míssil que atirou à trave do Feirense ainda no primeiro tempo. Batalhador a tempo inteiro, sai com nota positiva da Feira.

Cauê

Depois de Geraldes, o melhor. Importantíssimo nos equilíbrios da equipa de Pepa. A defender é, muitas vezes, um terceiro central. A construir é o primeiro elo entre o quarteto que joga mais atrás e os rápidos homens da frente. Não perde muito tempo com a bola no pé. Recebe e entrega para que o futebol flua. Um dos segredos deste Moreirense.

Barge

O senhor das bolas paradas no Feirense. Durante muito tempo foram os seus livres que causaram mais perigo na baliza de Makaridze, sobretudo um, logo aos 10 minutos, que obrigou o guardião a defesa apertada. Importante ainda a dar profundidade pelo flanco direito, aquele que melhor trabalhou na manobra ofensiva fogaceira.

Platiny

Apagou-se por completo no segundo tempo. No primeiro pareceu estar em todo o lado. Não é um ponta de lança tradicional, capaz de aguardar pacientemente pelo momento certo para desferir o golpe. Antes, movimenta-se em busca das melhores oportunidades para entrar no jogo. E é isso que o faz parecer omnipresente nos lances ofensivos do Feirense. Falta, agora, aguentar os 90 minutos nesse ritmo.

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