domingo, 11 de setembro de 2016

Sporting-Moreirense, 3-0 (destaques)

A Figura: Gelson, ele não vai facilitar
Com tanta novidade e tanto reforço para ao ataque, o miúdo Gelson volta a mostrar credenciais e a dizer que também podem contar com ele e que não desiste da candidatura ao lugar deixado vago por João Mário. Depois da exibição no clássico com o FC Porto, onde esteve no lance do 1-0 e apontou o golo da vitória, mais um jogo de qualidade e intensidade. Foi ele quem desembrulhou as coisas e marcou o golo que inaugurou o marcador neste sábado em Alvalade. Voltou a sair a meia-hora do fim, quando o resultado já estava garantido para o Sporting.
O momento: 67 minutos, a saída de Adrien
Não era um momento fácil para o capitão, depois de ter assumido que se deixou seduzir pela hipótese de deixar Alvalade no fecho do mercado. Não foi um processo linear, mas tanto o jogador como Jesus e a estrutura do Sporting parecem tê-lo ultrapassado bem, o que passou para os adeptos. Manteve a braçadeira e ouviu aplausos quando o seu nome foi anunciado. Em campo, Adrien quis demonstrar que ficou de alma e coração. Muito presente, muito focado, a querer deixar a sua marca na partida. A saída, aos 67 minutos, dissipou as dúvidas. Uma enorme ovação do estádio, Alvalade perdoou o capitão. Se ficaram marcas, o futuro dirá.
Outros destaques
Bas Dost, um bom ponto de partida
Os olhares estariam inevitavelmente sobre ele no momento em que vestisse o fato de Slimani. Não tardou. Chegou na quarta-feira para trabalhar pela primeira vez com a equipa, depois de ter representado a seleção da Holanda, e Jesus não hesitou em dar-lhe a titularidade. Fez uma primeira parte discreta, mas estava lá o essencial. Boa movimentação, sentido de posicionamento, ainda que com pouca bola. Voltou do intervalo com vontade de se tornar protagonista. Um primeiro remate logo a abrir a segunda parte, depois finalmente o golo, meio atrapalhado mas golo, a deixar o seu nome associado à estreia com a camisola do Sporting. Houve mais Bas Dost, bem mais na segunda parte, como por exemplo o calcanhar na combinação com Markovic e Alan Ruiz a um quarto de hora do fim. Não foi uma exibição de sonho, mas depois da saída de um jogador marcante como Slimani, o avançado holandês esteve à altura das expectativas no arranque. Um bom ponto de partida.
Alan Ruiz
Com tanto reforço de última hora até já não parece novidade, mas Alan Ruiz também tem pouco tempo de Sporting e hoje pareceu ter bem mais. Um dos melhores em campo, esclarecido e oportuno na maior parte das vezes, também ele a dizer a Jesus que não vai faciltar as escolhas.
Schelotto
Jesus voltou a mexer também na defesa. João Pereira desta vez nem para o banco foi e Schelotto voltou à titularidade no lado direito da defesa. Bem, na combinação com Gelson e na produção ofensiva da equipa, a aparecer muitas vezes lá na frente para cruzar, foi aquela a ala onde o Sporting mais conseguiu criar desequilíbrios.
Alan Schons
O médio que foi a novidade no onze, perante o impedimento do até aqui titular absoluto Francisco Geraldes, cedido pelo Sporting, foi um dos jogadores do Moreirense com mais iniciativa.  Tentou ganhar espaços, sair com a bola e também mostrou potencial na hora de bater livres. Não era fácil a tarefa do Moreirense, complicou-se mais ainda quando ficou reduzido a dez aos 35 minutos, mas até aí, há que dizê-lo, houve alguns sinais de qualidade.
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