domingo, 2 de outubro de 2016

Boavista-Moreirense, 2-0 (crónica)


O Boavista venceu este domingo o Moreirense por 2-0, no encontro que fez os axadrezados reencontrarem-se com os pontos e deu aos Cónegos a quinta derrota seguida. Um jogo de redenção para Lucas e Agayev, que mostraram merecer a confiança após os erros.

Com ambas as equipas a precisarem de pontuar, o Boavista entrou melhor na partida, fazendo jus ao estatuto de dono da casa e aproveitando a combinação de Bukia com Carraça. Ainda assim, o primeiro lance de perigo surgiu na baliza oposta, com Cauê a atirar ao poste num lance de bola parada. E logo a seguir Roberto, aos 19 minutos, rematou, para uma grande defesa de Agayev.

O guardião, que no jogo passado teve um lance infeliz que resultou em golo, tinha a oportunidade de começar a redimir-se. E ainda viria a mostrar mais.

Aos 26 minutos, o árbitro assinalou grande penalidade por falta de Henrique com Nildo na área. Chamado a converter, Roberto atirou fraco e denunciado. Agayev segurou e fez vibrar o Bessa.

Este lance deu confiança aos homens do Boavista que, empurrados pelo apoio dos adeptos, procuravam chegar ao golo. Seria Lucas, regressado após castigo quem, após um cruzamento de Fábio Espinho, saltou na área e cabeceou, de cima para baixo, para o 1-0. Foi o regresso de Lucas aos golos, ele que marcou na primeira jornada, mas foi também o regresso aos jogos após cumprir castigo num jogo em que cometeu erros que custaram caros.

A partir daí e até ao intervalo, o Boavista mandou no jogo e podia ter aumentado a vantagem.

Erivelto, chamado ao onze titular pela primeira vez, obrigou Makaridze a duas grandes defesas, mas não estava destinado a marcar e, na segunda parte, até ser substituído aos 59 minutos, não mais se viu.

Numa segunda parte com pouca história e, em boa verdade, pouco futebol, as equipas quase não conseguiram chegar com perigo junto das balizas. O Moreirense ainda fez entrar Boateng, à procura de refrescar o ataque, mas raramente a bola lhe chegou em condições e, quando chegou, o avançado também não conseguiu aproveitar. O Boavista ia gerindo a magra vantagem, e tentando, de vez em quando, subir no terreno, mas sempre sem grande acutilância.

Sucederam-se as faltas, os passes sem nexo… parecia não haver uma ideia de jogo. Nos bancos, a frustração era evidente e levou a expulsão de alguns elementos.

Os lances de ataque surgiam, de um lado, com as subidas de Tiago Almeida e Podence, do outro, das arrancadas do irrequieto Bukia. Mas, tirando uns cantos e uns cruzamentos pouco venenosos, pouco mais dava. Só num lance fortuito viria a fazer o marcador voltar a mexer. E assim foi. Num canto muito bem batido para a área, Idris saltou mais alto do que toda a gente, num movimento igual ao que Lucas fez para o 1-0, fez o segundo, o golo que deu a tranquilidade ao Boavista a oito minutos do fim.

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