domingo, 30 de outubro de 2016

Tondela-Moreirense, 1-2 (crónica)

Com paciência e cabeça, chegam as vitórias…


O Moreirense bateu o Tondela por duas bolas a uma esta tarde no Estádio João Cardoso, colocando fim a uma série de seis partidas consecutivas sem vitórias no campeonato. O triunfo dos cónegos foi já conquistado à beira do fim e acaba por ser justo, dado o maior número de ocasiões da equipa visitante.

O jogo em Tondela começou praticamente com o primeiro golo do Moreirense: ao sexto minuto, Francisco Geraldes arrancou na zona do meio-campo ofensivo, criando um desequilíbrio na estrutura defensiva tondelense, tocou em Alan Schons, a bola saiu do pé deste e ressaltou em Kaká, tendo sobrado para o pé de Daniel Podence que, depois de uma bela finta a sentar o capitão da equipa da casa, atirou para a baliza, com a bola a tocar ainda no poste esquerdo antes de se aninhar nas redes.

A formação orientada por Petit, disposta no habitual 4-3-3, fez questão de procurar a resposta, tentando jogar muito na profundidade dos extremos, com o respetivo auxílio dos médios interiores. Mas o Moreirense, liderado pelos irreverentes Geraldes e Podence, respaldados por Cauê e Neto, ia dando uma ótima réplica. Até que chegou o golo do empate. A cobertura defensiva dos médios cónegos não foi a melhor e Wagner aproveitou para desferir um potente e colocado disparo de fora da área, colocando de novo as equipas no mesmo ponto no resultado.

E se a igualdade chegou rapidamente, ainda antes do vigésimo minuto, a restante primeira parte foi perdendo a intensidade e discernimento dos primeiros minutos mas manteve o nível de interesse. Às tentativas sem grande objetividade da turma tondelense, foi respondendo a equipa forasteira com as melhores ocasiões de perigo. Geraldes atirou por duas vezes contra defesas do Tondela e num livre direto à entrada da área, já nos últimos cinco minutos da primeira parte, Neto atirou ao poste de esquerdo da baliza de Cláudio Ramos, com este a agarrar tranquilamente o cabeceamento de Cauê na recarga. Pouco depois do susto, chegou o apito para o intervalo, momento de algum alívio na perspetiva dos anfitriões.

Substituições decisivas de Pepa

Na sequência de 15 minutos de intervalo, Petit decidiu optar pela troca de Fernando Ferreira por Pité. A troca acabou por não surtir demasiado efeito e o Moreirense continuou a ser a equipa mais perigosa. Só nos primeiros 15 minutos, Ramírez e Podence ficaram perto do golo, mas Cláudio Ramos e Rafael Amorim, respetivamente, impediram a festa dos minhotos.

O Tondela foi procurando a resposta, quase sempre em velocidade e buscando cruzamentos para a área, embora sem a correspondência necessária. Esta não era definitivamente a tarde de Érick Moreno e companhia, pouco objetivos no momento da definição.

Entretanto, o jogo entrou numa espiral de substituições em ambos os lados da barricada: na equipa da casa, entrou o extremo Miguel Cardoso, para o lado direito; já Pepa apostou em Frédéric Maciel, Boateng e Nildo no espaço de poucos minutos. E se o primeiro apenas esboçou uma tentativa de remate, muito ao lado, dos restantes surgiu a construção do segundo e decisivo golo do Moreirense: Nildo bateu um livre encostado à direita, de pé esquerdo, levando a bola ao encontro da cabeça de Boateng, que atirou fora do alcance de Cláudio Ramos. 

Estávamos então a três minutos do final e pouco se jogou até ao apito derradeiro de Carlos Xistra. Triunfo fulcral para as aspirações da equipa de Moreira de Cónegos, numa semana que correu particularmente bem a Pepa. A prova de que a paciência para com as boas ideias no futebol ainda é levada a sério por algumas pessoas…