segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Benfica-Moreirense, 3-0 (crónica)


Apesar dos números sólidos, o triunfo do Benfica sobre o Moreirense veio confirmar (uma vez mais) a influência de Pizzi nos tricampeões nacionais. Não só pelos dois golos apontados pelo médio, mas também pelas dificuldades apresentadas pela equipa de Rui Vitória numa fase inicial do jogo, quando o Moreirense conseguiu «tirar» Pizzi do jogo, nomeadamente da primeira fase de construção.

Isso não impediu, contudo, que o camisola 21 do Benfica desse mais uma demonstração da sua qualidade. Mesmo impossibilitado se pensar o jogo da equipa em terrenos mais recuados, Pizzi impôs a sua influência mais à frente, contribuindo com dois golos para a vitória do Benfica, selada por um tento de Raúl Jiménez.

As «águias» voltaram a ficar com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting e têm agora sete pontos de avanço sobre o FC Porto.

Salvio deu o mote até aparecer o «cérebro»

Na fase inicial do encontro houve muito mérito do Moreirense na forma como conseguiu afastar o «cérebro» benfiquista do jogo, numa missão em que até o ponta de lança Roberto participou, no auxílio a Francisco Geraldes.

Pizzi só apareceu aos 32 minutos, para colocar o Benfica em vantagem. Perante as dificuldades em ataque organizado, o Benfica chegou ao golo numa transição rápida, depois de Cervi ter intercetado um passe de Sagna a meio-campo.

Até então só Salvio tinha agitado verdadeiramente o jogo, obrigando Makaridze a duas defesas apertadas (11 e 18m), e o Benfica ainda tinha perdido Eliseu devido a lesão (15m).

O Moreirense respondeu logo a seguir, com um remate de Roberto que obrigou Ederson a defesa apertada (38m), mas este lance esteve longe de antecipar uma postura mais atrevida da equipa orientada por Leandro Mendes.

O argumento da segunda parte foi praticamente o mesmo, a ponto de «repetir-se» o golo de Pizzi. Mas desta vez mais cedo, aos treze minutos da etapa complementar, a reforçar a segurança com que o líder já encarava o jogo.

Sem sobressaltos a nível defensivo, e já em ritmo de cruzeiro, o Benfica ainda chegou ao terceiro golo ao minuto 87. Rafa não teve o discernimento necessário depois de fazer o mais difícil (ultrapassar o guarda-redes), mas o remate fraco, intercetado por Diego Galo, sobrou para a finalização certeira de Raúl Jiménez.