domingo, 6 de novembro de 2016

Moreirense-V. Setúbal, 1-2 (crónica)


Tarde fria, menos de mil espectadores nas bancadas (992) em Moreira de Cónegos e um balde de água gelada para a equipa de Pepa. O V. Setúbal voltou a vencer (1-2) mais de dois meses depois esta época, carimbando aquele que foi o primeiro triunfo fora de portas, pondo fim a um ciclo de onze meses sem vencer longe do Bonfim.

Esta tarde os Cónegos puseram-se a vencer aos 70 minutos com um golo de Boateng, mas o ganês foi expulso nos festejos e deixou os sadinos em superioridade numérica, de nada valendo as três bolas que os cónegos enviaram aos ferros. O conjunto de Couceiro teve frieza para aproveitar com mais um elemento em campo e deu a volta ao marcador.

André Claro, ainda que contando com um precioso desvio de André Micael, e Amaral foram os autores dos golos que fazem os sadinos regressar aos triunfos.

Rasgos de palmo e meio

Vindos de ciclos negativos, mas com resultados animadores na última jornada, o Moreirense ganhou em Tondela e o V. Setúbal empatou na receção ao FC Porto, os dois emblemas apresentaram-se de forma descomprometida, sem pressão imediata, mas com preocupações futuras pelo que o mal menor condicionou a prestação dos dois conjuntos.

Imperou a preocupação com organização em detrimento da tentativa de desorganizar o adversário, pelo que se assistiram a poucos momentos de futebol vistoso. Ainda assim, entrou melhor o Moreirense, até porque atirou a bola ao ferro logo aos 12 minutos num pontapé de canto em que Diego Galo correspondeu da melhor forma ao cruzamento de Rebocho.

De resto, para além desse lance, pertenceram à equipa da casa as melhores jogadas, com Francisco Geraldes e Podence a descarem-se na condução e bola. A dupla emprestada pelo Sporting foi a principal arma dos cónegos para tentar provocar rombos na estratégia de José Couceiro. Mas tais investidas assemelhavam-se ao tamanho dos seus executantes, ficando-se pelo palmo e meio. Pouco tempo antes do intervalo Rebocho juntou-se ao leque dos pequenos inconformados desferindo um remate forte que não passou muito longe da baliza de Varela.

Moreirense-V. Setúbal, 1-2 (destaques)

Iniciativas avulsas, sem grande sequência, às quais os sadinos iam respondendo com cruzamentos não correspondidos ou lançamentos para o ataque sem as medidas certas. Mais perto de acertar nas medidas esteve Nuno Pinto na cobrança de um livre direto, ainda que o esférico tenha embatido nas malhas laterais.

Boateng adianta, mas provoca atraso

O período de descanso acrescentou pouco ao jogo. Pepa trocou Ramirez por Boateng, mas a tendência manteve-se. Pouca audácia ofensiva e os técnicos a fazer trocas diretas na expectativas que que individualmente alguém conseguisse resolver. Arnold foi a primeira aposta de Couceiro, também na ânsia de acrescentar irreverência ao ataque.

Deu certo a ação de Pepa, uma vez que Boateng colocou o Moreirense em vantagem ao minuto setenta. Depois de mais um rasgo individual Podence serviu o atacante ganês, que desviou com classe de Bruno Varela. Contudo, o ganês foi expulso ao tirar a camisola, já tinha amarelo e tudo se complicou para o Moreirense.

André Claro empatou o jogo quase de imediato, provocando um duro golpe no Moreirense. A equipa de Pepa não festejou o golo, tentava reorganizar-se com menos um elemento e viu os sadinos ficar em posição privilegiada. Ainda tentou reagir o Moreirense, enviou duas bolas ao ferro, por Diego Galo novamente e por Francisco Geraldes, mas Couceiro tinha na manga uma substituição para responder a Pepa.

João Amaral saltou do banco para a dez minutos do fim selar o triunfo para o Setúbal com um golo repleto de oportunidade. Derrota inglória para o Moreirense, que tinha tudo para vencer, mas viu um V. Setúbal pouco audaz aproveitar a corrente do jogo para vencer. O último triunfo fora dos sadinos tinha quase um ano.