quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Sp. Braga-Moreirense, 2-1 (crónica)

A cabeça dos centrais do Sp. Braga, em lances de bola parada, deram o triunfo aos bracarenses diante do Moreirense (2-1), segurando assim terceiro lugar no jogo de estreia de Jorge Simão no banco de suplentes à frente dos destinos da equipa arsenalista.

Num jogo em que faltou ao Sp. Braga critério e intensidade para impor o seu futebol perante a equipa de Moreira de Cónegos, o encontro resolveu-se em lances de bola parada, com André Pinto primeiro, e Ricardo Ferreira depois, a corresponderem da melhor forma aos cruzamentos de Wilson Eduardo, escrevendo a história do triunfo perante o Moreirense que ainda chegou a assustar com um golaço de Dramé.

Noite de nevoeiro na Pedreira, envolvente positiva com o triunfo e consequente terceiro lugar conquistado em Alvalade e, sobretudo isso, pela troca de José Peseiro por Jorge Simão, a criar uma onde positiva nas hostes bracarenses.

Dramé e um grande golo a anular André Pinto

Papéis definidos à partida, com o Sp. Braga, embalado pela tal onda positiva, a assumir o papel de senhor do jogo perante um Moreirense que não se fez esquisito ao ter de jogar na expetativa para espreitar as falhas do adversário.

Rapidamente se esfumou a áurea positiva bracarense, com as dificuldades para jogar de forma apoiada a fazerem-se sentir. Apenas de bola parada, invariavelmente cobrados para a área por Wilson Eduardo, o Sp. Braga ia chegando à baliza adversária, esta noite à guarda do estreante Taborda.

Foi num desses lances, de forma algo atabalhoada, tal como o jogo, que os Guerreiros chegaram ao golo quando passavam três minutos da meia hora. O esférico escapou à confusão no coração da área e acabou em André Pinto, ao segundo poste, que rematou de pé direito por entre o emaranhar de pernas para bater Taborda.

Dramé respondeu com um grande golo, a reestabelecer a igualdade com que se jogou ao intervalo. O extremo aproveitou o espaço, foi até à quina da área e fletiu para o meio antes de disparar uma autêntica bomba à baliza de Marafona, que nada pôde fazer para evitar o golo.

Mais Wilson Eduardo e cabeça de Ricardo Ferreira

Jogo quezilento, com muitas paragens e muitos choques a contribuírem para o ritmo lento com que se jogou na primeira metade. Jorge Simão não gostava e ao intervalo trocou Xeka por Tiba, continuavam os problemas.

O Sp. Braga sentia enormes dificuldades para transpor a organização dos Cónegos. Faltavam ideias, que viriam a ser colmatadas num novo lance de bola parada com Wilson Eduardo a ser novamente o protagonista. O extremo colocou a bola no coração da área, mudou a cabeça que fez a diferença. Desta feita foi o outro central, Ricardo Ferreira, a cabecear para os três pontos.

Mesmo sem deslumbrar, os minhotos continuam no terceiro posto da classificação, com os chavões «serviços mínimos» ou «fato de macaco» a aplicarem-se ao triunfo sobre o Moreirense, que cai para a linha de água com a terceira derrota consecutiva.

in "http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/22-12-2016/sp-braga-moreirense-2-1-cronica"