segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Marítimo-Moreirense, 1-0 (destaques)


A Figura: Fransérgio

Não foi tão influente como costuma ser no meio campo do Marítimo, falhando alguns passes que tinham tudo para ser certeiros. Mas fez toda a diferença ao anotar o golo que deu os três pontos e o 6.º lugar à sua equipa, e logo num estilo que facilmente teria levado aqueles que não o conhecem a pensar que joga a ponta de lança. Redimiu-se no segundo tempo no capítulo da eficácia que Daniel Ramos lhe exige e ainda vestir o fato de macaco na hora de defender a vantagem perante a  quase asfixia que o Moreirense semeou, a espaços, junto do último reduto madeirense.

O Momento: empate fica na barra. Minuto 78’

O jogo encontrava-se numa toada de parada e resposta com lances de perigo a sucederem-se perto de ambas balizas, mas com mais perigo junto da do Marítimo. O Moreirense dava o tudo por tudo e conseguiu construir a segunda melhor oportunidade de golo do jogo. Mas Roberto desviou o esférico de cabeça contra o ferro da barra de Charles. Após o lance, os vimaranenses continuaram a lutar, mas muito mais com o coração do que com a cabeça.

OUTROS DESTAQUES

Zainadine: estreia a titular e logo com a missão de cumprir o papel do castigado Erdem Sen, o polivalente turco-belga que é um dos titulares indiscutíveis de Daniel Ramos. Missão cumprida, sobretudo pelo que fez na segunda parte, com muitas recuperações de bola e postura de líder a tranquilizar um Marítimo que nem sempre soube lidar com a pressão alta do Moreirense.

Charles: o jovem guardião brasileiro ainda acusa a pressão de estar a substituir o lesionado Gottardi na baliza do Marítimo. Isso foi evidente no primeiro tempo, quando abordou, com muito nervosismo à mistura, dois lances de perigo relativo na sua área que o veterano compatriota teria resolvido com toda a tranquilidade deste mundo. Recuperou no segundo tempo, com saídas dos postes e defesas atentas.

Dramé: o extremo foi dos elementos mais inconformados no ataque do Moreirense. É forte no “um para um”, quer a driblar, quer a disputar a bola. Falhou alguns passes que poderiam ter sido importantes, mas o certo é que o jogo contou com muitos colegas a evidenciar a mesma falta de eficácia.

Rebocho: muito rápido a decidir em prol de transições ofensivas nascidas de recuperações de bola em zonas adiantadas em relação à sua área de influência. Ganhou quase todos os duelos em que foi colocado à prova.

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